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Dicas sinceras para youtubers

  • Em vez de ficar pesquisando temas que bombam para fazer seus vídeos, apenas siga a sua paixão e fale sobre aquilo que você entende. Se você não tem paixão e não entende de nada vá carpir um lote.
  • Por que tem tantos vídeos no YouTube que são uma porcaria, que não seguem as boas práticas e mesmo assim são um sucesso? Porque o mundo é cruel e injusto. Apenas faça bons vídeos seguindo as boas práticas e pare de resmungar.
  • O alcance do seu canal nunca será maior do que o seu público potencial. Se o canal é sobre bonsai ou Numismática, não espere milhões de inscritos.
  • O tamanho ideal do vídeo é aquele que dá para passar a mensagem sem enrolação. O vídeo tem que ter o tamanho do assunto. Um vídeo que se propõe a explicar a teoria da relatividade em 3 minutos não engana nem a velhinha de Taubaté.
  • Entregue o que promete. Cuidado ao prometer mundos e fundos no título, no thumbnail, na descrição, nas tags. Embora o mundo esteja cheio de otários é melhor evitar títulos como: as melhores dicas… , a solução definitiva …, tudo sobre …
  • Não busque inscritos e cliques a qualquer preço. O visitante que interessa é aquele que tem afinidade com o que você publica. Atrair pessoas a qualquer custo apenas derruba sua retenção de público, pois a visita é curta e sem engajamento.
  • Alguns dislikes fazem parte da vida. Em vídeos polêmicos uma taxa alta de dislikes também faz parte. Ninguém sabe como o YouTube trata os dislikes, logo desencane com esse assunto. Agora, se o seu vídeo não é polêmico, mas tem uma taxa alta de dislikes é melhor estudar o caso. Talvez você não esteja entregando o que prometeu ou seu vídeo seja uma bosta mesmo.
  • O thumbnail do vídeo não precisa ser chamativo como um pinheirinho de Natal. Ele deve agradar o seu público potencial e só ele. Se o canal é sobre minimalismo, thumbnail minimalista. Se o seu vídeo é para empresários, thumbnail sóbrio.
  • Os primeiros cinco segundos são cruciais? Ninguém faz nada em cinco segundos. As pessoas que saem nos primeiros segundos são perdidos que erraram a porta e nem o Batman conseguiria segura-los. Sim, seja contundente no início do vídeo, mas entenda início como o primeiro minuto, talvez os primeiros minutos.
  • O tempo ideal do vídeo seria o tempo médio de permanência do público? Seu vídeo tem 10 minutos, mas a retenção de público é de 5 minutos, então o vídeo deveria ter 5 minutos? Essa teoria é idiota. As pessoas abandonam o vídeo em momentos variados por motivos variados. Se a curva de retenção do vídeo é uma rampa suave descendente é o normal. Agora se tem umas quedas bruscas na curva de retenção aí é melhor analisar o que acontece no vídeo quando ocorre a queda brusca.
  • A vitrine do seu vídeo são o título, o thumbnail, a descrição, as palavras chave e as legendas. Capriche neles para ganhar visibilidade.
  • Pense bem antes de associar seu vídeos com outras publicações como posts do seu site. Você precisa definir o que é prioritário para você: seu blog ou seu canal? Qual presença é mais importante para você?
  • Defina com calma título, descrição, tags, etc antes de publicar o vídeo. Se você ficar mexendo nessas coisas depois da publicação o YouTube fica desconfiado e pode mandar o vídeo para o final da fila novamente.
  • Comece por temas periféricos em sua área, aqueles que não tem muita gente falando sobre. Assim você será encontrado mais facilmente e ganha musculatura antes de começar a falar sobre temas centrais.
  • Escolha um tema que não seja muito amplo, nem muito estreito. Falar sobre tudo é ser pretensioso e não forma audiência. Falar sobre um tema muito específico leva o canal ao esgotamento em pouco tempo. Comece fazendo uma pauta com umas 50 ideias de vídeo. Se você conseguir fazer isso seu nicho é amplo o suficiente para manter um canal a longo prazo.
  • O canal pode ter mais de um tema? Sim, se forem temas complementares que interessam aos potenciais inscritos.
youtuber

Desaforismos e pensamentos incorretos 2018

Amontoo aqui alguns desaforismos expelidos ao longo do ano.

  • Dize-me o que compartilhas e dir-te-ei quem és.
  • Quando 99% da população souber ler, a manchete da Folha será: “Brasil ainda tem 1% de analfabetos. “
  • Nas eleições, escolha pelas melhores piadas. O humor sempre está do lado certo.
  • Dúvida eleitoral cruel: perder amigos ou perder a piada?
  • Dica de padeiro: tem candidato igual massa de pão. Quanto mais bate, mais cresce.
  • Por que as pessoas compartilham links exclusivos para assinantes?
  • Conflito de gerações é quando a mãe deixa a filha no Coletivo de Empoderamento Feminino e vai assistir a 50 Tons de Cinza.
  • A pessoa fica muito inteligente quando diz: “Entendeu ou precisa desenhar?”
  • Imagina daqui uns anos: você vai atender um cliente importante, mas ele é o cara que você excluiu em 2018 por causa de política.
  • No Brasil, uns querem voto impresso. Na Estônia, votam pela Internet.
  • Na guerra eleitoral a verdade é a primeira vítima.
  • Virá o dia em que 100% da capacidade dos computadores será consumida com atualizações e segurança.
  • Não se irrite com postagens radicais. São inconscientes pedidos de socorro de pessoas se afogando no esgoto ideológico.
  • É um privilégio viver nesse tempo confuso de contestação a partidos, mídias, sindicatos, ideologias, todos velhos.
  • Quanto mais ranço você pega, mais rançoso você fica.
  • “Tu não podes cobrar punição de mega corruptos se praticas micro corrupções no cotidiano.” Ah, vá tomar no símbolo do cobre.
  • Com a Lava-jato os políticos roubarão menos ou roubarão melhor?
  • Não entendo nada que contém a frase: Entendeu ou tem que desenhar?
  • Pareço normal, mas reparo na bagunça atrás dos selfies.
  • I HAVE A DREAM que um dia políticos serão julgados por seus crimes e não pela posição alcançada em pesquisas eleitorais duvidosas.
  • Por que algumas manifestações com menos de 100 gatos pingados ganham destaque na mídia nacional?
  • Há dois tipos de humor: o engraçado e o politicamente correto.
  • Cuidado. O computador percebe quando você não gosta dele.
O pensador de Rodin

Quem dá corda nos relógios públicos?

Quem já assistiu ao filme A invenção de Hugo Cabret deve lembrar que o personagem principal tem um talento especial para restaurar e consertar engenhocas sofisticadas e, graças a isso, mantêm em perfeito funcionamento os relógios da estação ferroviária de Paris. Atualmente, vivemos rodeados por computadores e smartphones e os mais jovens nem sabem que dar corda no relógio é a ação de pressionar uma mola para que ela acumule energia e mantenha o mecanismo em operação. Com tanta hora disponível, muitos devem achar desnecessário manter relógios públicos em perfeito funcionamento. Mesmo assim, quando olhamos para o relógio da catedral ou de algum prédio histórico esperamos encontrar a hora correta exibida nele. Poucos levam em conta as dificuldades para manter o tic tac daquele relógio, talvez centenário, e construído com tecnologia perdida no tempo.

Há algum tempo atrás uma reportagem da RPC (Rede Paranaense de Comunicação) chamou minha atenção para a situação precária dos relógios públicos de Curitiba. Segundo o repórter poucos funcionavam bem e turistas atentos podiam perceber essa impontualidade. Passada a Copa do Mundo resolvi conferir pessoalmente se os relógios curitibanos estão batendo bem. Meu objetivo era verificar se ganhamos relógios pontuais como legado da Copa 2014. Fiz uma caminhada pelo centro da cidade e fotografei dez relógios bem conhecidos pelos curitibanos. Seis marcavam a hora certa, salvo pequenas diferenças com a hora do meu celular. Outros quatro estavam fora de combate. Confira pelas fotos.

Batendo bem

Catedral Metropolitana
Catedral Metropolitana
Relógio das flores
Relógio das flores
Relógio da Praça Osório
Relógio da Praça Osório
Relógio do Paço Municipal
Relógio do Paço Municipal
Relógio da Rua 24 horas
Relógio da Rua 24 horas
Relógio da Igreja de Bom Jesus
Relógio da Igreja de Bom Jesus

Fora de combate

Relógio da Igreja da Ordem
Relógio da Igreja da Ordem
Relógio da Secretaria de Cultura
Relógio da Secretaria de Cultura
Relógio digital da Rua das Flores
Relógio digital da Rua das Flores
Relógio da Santa Casa
Relógio da Santa Casa

Diante dos problemas mais urgentes da nossa realidade social parece devaneio ficar checando a hora de relógios velhos, entretanto essas máquinas de contar o tempo estragadas têm algo a nos dizer. O pouco zelo dos curitibanos com seus relógios públicos contrasta com a pontualidade europeia. No velho continente relógio público com defeito é exceção; lá a regra é marcar a hora certa. Tudo bem que eles inventaram os relógios e ganham muito dinheiro com turismo, mas penso que esses relógios contam histórias e além de marcar a hora também indicam a preocupação de uma cidade com seu patrimônio cultural e histórico.