Arquivo da categoria: geral

Dicas sinceras para youtubers

  • Em vez de ficar pesquisando temas que bombam para fazer seus vídeos, apenas siga a sua paixão e fale sobre aquilo que você entende. Se você não tem paixão e não entende de nada vá carpir um lote.
  • Por que tem tantos vídeos no YouTube que são uma porcaria, que não seguem as boas práticas e mesmo assim são um sucesso? Porque o mundo é cruel e injusto. Apenas faça bons vídeos seguindo as boas práticas e pare de resmungar.
  • O alcance do seu canal nunca será maior do que o seu público potencial. Se o canal é sobre bonsai ou Numismática, não espere milhões de inscritos.
  • O tamanho ideal do vídeo é aquele que dá para passar a mensagem sem enrolação. O vídeo tem que ter o tamanho do assunto. Um vídeo que se propõe a explicar a teoria da relatividade em 3 minutos não engana nem a velhinha de Taubaté.
youtuber

Continue lendo Dicas sinceras para youtubers

Desaforismos e pensamentos incorretos

2020

Continuando a série de divagações aleatórias sob uma perspectiva polemicista infame.

  • Felipe Neto na Time nem é grave. Grave é Simone e Simaria no Pensador.com.
  • Tradicional, decadente, militante, ressentida, ultrapassada. Qual é o melhor adjetivo para definir a mídia mainstream brasileira e mundial?
  • Estado laico não é Estado ateu.
  • O tiozão do churrasco financia e prepara o churrasco. Trate-o como um rei.
  • Todo jacobino começa guilhotinando e termina guilhotinado.
  • Como Pedro na fábula, a mídia alardeia um lobo por semana. Quando o lobo vier ninguém dará atenção.
  • Para vencer o gramscismo, siga Gramsci.
  • Faça seu próprio jornalismo: apure, cheque e analise porque a grande mídia virou militância.
  • Em Política, o que você critica vale pouco. O que importa é o que você apoia.
  • Quando o político errado faz a coisa certa, tudo bem. O problema é o contrário.
  • Trate bicho como bicho. Gato não é vegano, nem seu filho, nem precisa de festinha. Ele prefere brigar no telhado.
  • Você pode substituir a autoestima por autoconhecimento, por exemplo.
  • O jumento é o ser mais injustiçado nas redes sociais. Militantes raivosos xingam os adversários de jumento. Desculpe, jumento. Você é animal.
  • Paranaense desacorçoado: Esses político jaguara me deixam desacorçoado. Só tacando uma camaçada de pau nos lazarento do Djanho pra eles não ficarem de varde.
  • A frase mais politicamente correta que conheço é: vá tomar no cu. Cu todo mundo tem independente de gênero e opção sexual. Quando alguém o corrigir por usar vocabulário chulo agradeça com um belo vá tomar no cú. (Use acento para melhor resultado.)
  • Sabe aqueles tutoriais de maquiagem que leva um tempão e termina pior que começou?
  • Nada mais machista do que site só para mulheres, vagão só para mulheres, desconto só para mulheres, promoção só para mulheres.
  • Sua religião, time, ideologia e opção sexual não contam para seu currículo.
  • Existem intelectuais de direita? Não. A palavra intelectual foi sequestrada pela esquerda e se aplica exclusivamente a intelectuais de esquerda.
  • Na Justiça perfeita a condenação dos culpados é garantida; a pena é proporcional ao delito; o cumprimento da pena é integral e depois de quitar seu débito o condenado é aceito de volta sem preconceito ou rancor.
  • As propagandas da Coreia do Norte e das Testemunhas de Jeová são feitas na mesma agência?
Continue lendo Desaforismos e pensamentos incorretos

Você calcula o preço por kg dos produtos?

Quando vamos ao supermercado, muitas vezes ficamos assustados com o preço de alguns produtos vendidos por kg. É clássico o assombro com o preço do bacalhau de primeira nas vésperas da semana santa, mas poucas pessoas fazem o cálculo do preço por kg de produtos comercializados em apresentações leves como um bombom, por exemplo.

Não é possível comparar produtos diferentes com apresentações diferentes e, por isso, em alguns países, além do preço do produto embalado, o cliente deve ser informado do preço por kg, o que é uma forma interessante de avaliar se o que você está pagando considerando uma mesma base de comparação entre os produtos.

balança
Continue lendo Você calcula o preço por kg dos produtos?

Saudosa marmelada

No último final de semana assisti em casa um daqueles filmes raros que vão fundo na alma do ser humano. Falo de O Lutador com Mickey Rourke e Marisa Tomei, que conta a história de um lutador decadente que por décadas atua em espetáculos de wrestling. Bem, não é do filme que vou falar neste post, mas da viagem sentimental que ele desencadeou em mim, por isso, senhoooooras e senhooooores, convido todos a lembrarem do INCRÍVEL, fooooormidável e i-nes-que-cí-vel TELECATCH INTERNACIONAL DE CURITIBA.

Na década de 1970 as transmissões via satélite eram pouco comuns e as emissoras de TV apostavam em produções locais. O Canal 12 de Curitiba apresentava nos sábados à noite seu programa de lutas livres. Era o maior sucesso. Lá em casa, a audiência do Telecatch era cativa. Ainda lembro de meu avô Lourenço tenso e indignado diante da TV preto e branco:

— Olha lá, olha lá. O Joia está esfregando limão no olho do Brasão e o juiz faz que não viu nada.

Havia uma ordem bem estabelecida no Telecatch. De um lado ficavam os lutadores do bem como Brasão, Mister Argentina e Bala de Prata. Esses eram os caras boa pinta que arrancavam suspiros das moçoilas. Do outro lado ficava a turma da pesada que desconhecia completamente o significado de palavras como caráter, honra ou regras. Nessa turma de bad boys despontavam vilões como Metralha, Verdugo, Fantomas e Tigre Paraguaio. Meu vilão favorito era o performático Joia o Psicodélico que costumava roubar a cena nas lutas em que participava. Onde o cara encontrou inspiração para esse nome, hein?

As lutas eram narradas pela voz entusiasmada de Wilson Brustolin. Os juizes também eram de dois tipos: havia os íntegros e os ladrões que roubavam até da mãe para favorecer os vilões. Alguns céticos diziam que o telecatch era uma grande marmelada. Bem, se era ou não era jamais saberemos. O que eu vi com meus próprios olhos algumas vezes foi a vitória do vilão. Lembro de uma vez em que ocorreu um embate histórico e surpreendente. Brasão, o galã do telecatch, por alguma razão nunca divulgada caiu em desgraça com os vilões que aplicaram uma camaçada de pau no campeão paranaense e o deixaram beijando a lona. Esses casos isolados, porém, eram exceção. Normalmente, o paladino do bem sofria um bocado, mas no final desencadeava uma reviravolta sensacional com direito às famosas tesouras voadoras. Quase sempre, o vilão era arremessado para fora do ringue juntamente com o juiz ladrão que o protegia.

As lutas livres na TV vieram dos espetáculos circenses. Pertencem a uma categoria quase extinta de diversão pública onde os espectadores eram levados a uma catarse absoluta.  Tempos inocentes que não voltam mais. Por onde anda esse povo do telecatch? O famoso La Múmia nunca teve sua identidade revelada. Sempre lutava com bandagens cobrindo todo o corpo. Dizem que era da polícia e que teria chegado ao posto de Comandante Geral da Polícia Militar do Paraná. O Big Boy entrou para a política e se elegeu vereador pelo PV. Contam que Joia o Psicodélico ainda sobe aos ringues de circos mambembes no interior do Paraná. Certamente, ele continua incendeiando as plateias com suas bravatas. Será que esconde limões na cintura? Longa vida ao Psicodélico e que prossiga a velha luta do bem contra o mal.

Crédito de imagem: Paraná on-line