Meu minimalismo: desapego

Raramente alguém nasce minimalista ou é educado pela visão minimalista. O normal atualmente é a pessoa tornar-se minimalista. E não há idade ideal para isso acontecer. Os jovens de hoje estão mais suscetíveis ao minimalismo porque como é típico dos jovens reagem a uma situação degradada que recebem das gerações mais velhas. Os jovens têm visão crítica em relação ao consumismo e grandes preocupações ambientais. As pessoas maduras, por sua vez, sentem a necessidade de mudar velhos hábitos pela melhoria da qualidade de vida.

Aí entra a palavra chave para o sucesso do minimalismo: desapego. Para deixar um estilo de vida para trás onde o normal é ostentar, acumular e estocar o desapego é fundamental. Acredito que a necessidade de acumular vem de um instinto primitivo de sobrevivência. Mas convenhamos, a vida moderna está organizada de tal forma que hoje ninguém precisa se precaver para o inverno enchendo a caverna com alimentos.

Paisagem rural

O desapego é um exercício doloroso. Você precisa se desligar de coisas que lhe custaram esforço para adquirir, que lhe trazem segurança e recordações. É preciso rebater frases como: “posso precisar disso um dia” ou “mais vale uma mídia na mão do que duas na nuvem”.

Não sei por que eu me considerava minimalista antes de se começar a falar no assunto. Sempre gostei de ambientes clean, de conseguir resultados com poucos recursos. Quando parti para uma postura minimalista mais ativa, porém, percebi que estava longe do que se considera ideal para os dias atuais. Foi preciso desapego para me livrar de uma série de bens que estavam entulhando a minha casa. Sim, parece que tudo pode ser útil um dia, mas na maioria dos casos esse dia não chega.

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