As mulheres preferem os inteligentes?

Os homens preferem as loiras e as mulheres preferem os inteligentes, certo? Há controvérsias. Algumas mulheres preferem homens, digamos, desinteligentes e muitas preferem mesmo os espertos. Inteligência em sentido estrito é aquela capacidade de resolver problemas complexos, mas esotéricos como deduzir um teorema ou entender a Crítica da Razão Pura de Kant. Já a esperteza é a capacidade de se dar bem. Os espertos entendem a diferença entre esperteza e inteligência, os inteligentes e os desinteligentes, não. Agora voltemos à preferência feminina. No tempo das cavernas, as mulheres preferiam os homens fortões porque eles eram melhores caçadores. Conquistar um fortão era garantia de proteína na caverna. Com o tempo, a preferência feminina se deslocou para os hominídeos inteligentes porque eles estavam melhor equipados para enfrentar a luta da sobrevivência em um mundo que começava a ser regulado por artefatos. Nos dias de hoje muitas mulheres não precisam mais de homens provedores e não existe mais uma relação direta entre inteligência e capacidade de sobrevivência. A esperteza, esta sim, pode ter um impacto favorável sobre o sucesso de um homem. Entenda-se sucesso como dinheiro, status, poder e mulheres. Devemos concluir então que as mulheres de hoje preferem os espertos? Não necessariamente. Como muitas delas podem prover seu próprio sustento não precisam mais ficar presas a essa lógica do interesse. Taí uma brecha para os homens inteligentes se darem bem com elas. E para os homens desinteligentes fica a dica: certas mulheres bem sucedidas não gostam de ninguém fazendo sombra em volta delas. E, de quebra, curtem uma certa rudeza nos modos.


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Crédito de imagem: http://www.bupa.co.uk

A personalidade do homem está nos botões do paletó

Até recentemente era possível tirar conclusões seguras e precisas sobre a personalidade do homem apenas contando o número de botões do seu paletó e consultando a lista a seguir:

Paletó de dois botões. Não era produzido há vários anos, logo, quem tinha um é porque havia comprado o fato há bastante tempo, coisa de homem desprendido, provavelmente prático, econômico, sem vaidades e pouco preocupado com as superficialidades da imagem.

Paletó de três botões. Até pouco tempo era o número padrão de botões para um paletó. O homem do paletó de três botões desejava estar sintonizado com a tendência dominante, se reciclava e se preocupava com o que a sua imagem fala aos outros.

Paletó de quatro botões. Moda de vanguarda e o homem que o usa quer se distinguir. Esse homem tem uma preocupação visível com imagem. Seu gosto é mais sofisticado e um pouco extravagante. Nesse grupo encontraríamos os candidatos a metrossexuais.

Durante anos divulguei com sucesso esse método seguro de análise da alma masculina entre as minhas colegas. Mas que surpresa a minha quando fui ao shopping há alguns dias e percebi estupefato que os paletós de dois botões voltaram às vitrines. A moda, como a maioria dos fenômenos culturais, é cíclica. Meu método caiu por terra.

Para concluir, informo aos curiosos que tenho um velho paletó cinza de dois botões que uso no dia-a-dia e um terno azul marinho de três botões para as ocasiões formais. Que maravilha, meu paletó cinza voltou à moda sem nenhum investimento. Em compensação o meu terno azul marinho ficou obsoleto pelos próximos dez anos. 

 

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O homem multi mega funcional

Pode parecer que estamos retomando o ideal renascentista do homem que dominava as mais variadas artes e ciências. Se fôssemos listar as competências e padrões de comportamento esperados do profissional moderno precisaríamos de muito papel e talvez a relação ficasse mais extensa do que a lista de habilidades dominadas por Leonardo da Vinci. O profissional moderno precisa conhecer idiomas, dominar a Informática, manter ótimo relacionamento interpessoal, ser criativo, flexível, aberto a mudanças, estar atualizado, reciclado, saber escrever com correção e elegância, etc., etc.

Bem, agora vamos falar sério. A maioria das funções do mercado não precisa de um Leonardo da Vinci. Então porque essa histeria com a ampliação ilimitada das competências? Precisamos de todas esses talentos para ser bons profissionais? Sim e não. Sim, é saudável buscar o crescimento pessoal. Não, não é razoável abraçar metas exageradas de desempenho quando não há demanda por elas. Não estaríamos reagindo de forma exagerada aos problemas com os especialistas do passado? Especialistas são aqueles caras que sabem quase tudo sobre quase nada. Como eles não dão conta do recado em algumas situações da vida agora a onda é o profissional generalista, multifuncional, pluri competente. Sejamos holísticos, então, mas cuidado: Quem levar à risca a cartilha do novo profissional corre o risco de ficar sabendo quase nada sobre quase tudo. Não seria melhor, fazer de quase tudo um pouco, mas fazer pelo menos uma coisa bem feita?

A persistência e a teimosia

Em todos os textos que já li sobre as qualidades do empreendedor figura a persistência. Persistência, palavra bela que nos remete ao padrão de comportamento virtuoso de quem não se desvia do objetivo traçado, é obstinado, tenaz, perseverante. Por outro lado, desde cedo somos alertados dos perigos da teimosia. “Não seja teimoso, meu filho.” “Aquele velho é uma parede de teimosia.” A teimosia destrói relações entre as pessoas e leva ao isolamento. A teimosia é um dos tipos mais citados de chatice. Mas, afinal, qual é a diferença entre persistência e teimosia? Eu diria que ambas quando analisadas fora de contexto remetem ao mesmo padrão de comportamento. São absoutamente iguais quando observadas em si. A diferença? É simples. Teimosia é uma persistência que deu errado e a persistência é uma teimosia que deu certo.

Planejamento plurianual de marketing

Fazer um book de fotos.
Fazer desfiles e comerciais.
Fazer bons contatos.
Namorar um esportista famoso.
Desmanchar o namoro.
Conceder entrevistas contando tudo sobre o namoro.
Aparecer em festas e eventos escolhidos cuidadosamente.
Posar nua para a Playboy.
Aparecer em talk shows e programas de auditório.
Namorar a sério um homem muito rico.
Casar com o homem muito rico em uma festa de arromba.
Publicar as fotos da lua de mel na revista Caras.
Conceder entrevistas contando como está feliz.
Abrir o apartamento de cobertura para a revista Caras.
Plantar rumores de desentendimento entre o casal.
Separar-se do homem muito rico.
Viajar para a Suiça tentando esquecer a separação.
Assinar contrato com uma emissora para estrelar programa de TV.
Namorar homens variados da moda.
Criar factóides diversos de manutenção.