Brasil lidera em número de partidos políticos

Uma das causas da séria crise política brasileira que vivemos é a fragmentação do nosso sistema partidário. Basta olhar os números:

  • 35 partidos registrados no TSE.
  • 27 partidos com assento na Câmara de Deputados.
  • Inúmeros novos partidos em criação no TSE.
  • 14,06 partidos efetivos.

partidos


Veja também: Todos os países do mundo em Excel

Baixe a planilha com dados de todos os países e territórios autônomos do mundo. Download Assista ao vídeo com a análise dos dados da planilha.

O número de partidos efetivos é calculado por uma fórmula matemática que indica o número médio de partidos com potencial de influenciar votações no Congresso. O índice brasileiro é o mais alto do mundo. Veja o ranking de 2011:
Continue lendo “Brasil lidera em número de partidos políticos”

A reforma política dos sonhos

A reforma política ideal teria apenas dois artigos:

  • Artigo 1º – Todo político fica obrigado a ter vergonha na cara.
  • Artigo 2º.- Revogam-se as disposições em contrário.

Enquanto essa reforma não vem podemos sonhar com algumas coisas mais específica como:

  • Redução das cadeiras do congresso a um terço do número atual. Um senador por estado e um deputado para cada milhão de habitantes. Ah, a redução de funcionários do legislativo deve ser mais radical e limitada a três assessores por parlamentar.
  • Redução do número de ministérios por lei a no máximo 12. Porque doze eram os apóstolos e as teorias administrativas dizem que um executivo não consegue gerenciar diretamente mais do que doze pessoas.
  • CLT para parlamentares, governantes e juízes, ou seja, apenas treze salários por ano, férias de trinta dias, desconto para quem não comparece ao trabalho, demissão por justa causa, etc.

congresso nacional

Ok, parece que essas medidas ainda estão no terreno da utopia, então vamos sugerir reformas compatíveis com nosso estágio atual de evolução social. Que tal reformas como estas:

  • Fim das votações secretas no congresso. Para combater o corporativismo dos parlamentares.
  • Corrupção como crime hediondo. Para complicar a vida dos corruptos.
  • Fim do foro privilegiado. Para que políticos respondam por crimes como cidadão comum.
  • Voto distrital. Para aproximar o parlamentar de seu eleitorado.
  • Fim dos partidos de aluguel. Para fortalecer partidos orgânicos.
  • Financiamento público de campanha. Para evitar o abuso do poder econômico na política.
  • Fim das coligações. Para evitar que políticos inexpressivos cheguem ao poder.
  • Fim das suplências. Para evitar que ilustres desconhecidos ocupem cargos.
  • Limitação das reeleições no legislativo. Para acabar com a perpetuação no poder.

Reforma política é um assunto complexo e árido para a maioria das pessoas. As reformas que estão em discussão no país no momento são todas focadas na moralização da vida pública. Infelizmente, esta é uma bandeira que costuma ser levantada apenas pela classe média e para complicar muitas pessoas politizadas acham que a moralização da política é um assunto menor diante de lutas mais relevantes como a busca da justiça social ou os avanços da economia. Já vi muito militante de esquerda e de direita desdenhar da luta pela moralização da política como se esse fosse assunto para ingênuos, mas é bom lembrar que a moralização teria um forte impacto social e econômico. Moralizar a política equivale a aumentar a eficiência da economia e distribuir renda.

Constituição Brasileira, artigo único: todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara. Capistrano de Abreu