A arte de escrever em tempos de Internet

Com o advento dos blogs, as pessoas estão escrevendo mais, embora pior. Quem disse isso foi o Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, ele mesmo blogueiro. Depois de ler essa declaração forte do Saramago fui direto ao blog dele conferir se a opinião se aplicava aos posts que ele mesmo produzia. Que nada! O blog desse polemicista era muito ativo e a qualidade dos textos, impecável.

Saramago nos esclarece: a facilidade com que se produz um blog leva mais pessoas a escrever, embora muitos não se preocupem em publicar textos burilados. Ele, Saramago, tratava seus posts com o mesmo rigor de seus romances. Eis um bom exemplo para se refletir sobre esse gênero novo de escrita em que a instantaneidade e a urgência às vezes são confundidas com improviso e afobação.

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O futuro incerto do nosso passado digital

Paul Carr em artigo do blog TechCrunch dá um conselho às pessoas que desejam preservar a sua história pessoal: parem de escrever e-mails e mensagens em redes sociais e voltem a escrever cartas enviadas pelo correio. Concordo com Paul quanto ao potencial de uma carta em papel para resistir por muitas décadas como prova material de nossas experiências passadas, virtude que os meios eletrônicos voláteis ainda não demonstraram.

O problema é que se voltarmos a escrever cartas para registrar os momentos importantes de nossas vidas estaremos passando uma falsa ideia sobre nossos hábitos às pessoas que no futuro se defrontarem com esses pedaços de papel impregnados de lembranças. A nossa comunicação hoje em dia acontece por e-mail e por redes sociais e, portanto, se desejamos conservar testemunhos autênticos de nossa história temos que descobrir uma maneira de conservar os e-mails e as mensagens postadas no Facebook e no Twitter. Se você ficou preocupado com a sua biografia, talvez lhe sirva de consolo que a preservação da memória digital é um problema que vai além da experiência pessoal, é um desafio para os historiadores.

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Principais cédulas em circulação

Neste post apresento imagens e informações das versões mais recentes das cédulas em circulação mais transacionadas mundo afora.

Dólar americano

A família do dólar americano é composta por sete cédulas de 1 a 100. As cédulas de um e dois dólares ainda mantem o design mais antigo, enquanto as cédulas de maior valor adotam um design atualizado que incorpora novos recursos de segurança. As efígies são de políticos americanos destacados do século XIX. No verso das cédulas mais recentes temos prédios históricos americanos.

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Estudando Economia e História com as cédulas brasileiras

A Numismática, estudo da moeda, pode nos ensinar várias coisas sobre Economia e História. Vamos descobrir algumas informações interessantes sobre as cédulas que circularam no Brasil desde a Independência até a atualidade.

Um real vale quantos mil réis?

Vamos começar pela pergunta clássica: a moeda atual do Brasil vale quantos mil réis, a moeda da época em que o Brasil se tornou independente? Primeiro vamos fazer a correspondência em valor de face, ou seja, aquele valor que é declarado na própria cédula.

Cédula de hum mil-réis

Ao longo dos anos o Brasil mudou oito vezes de moeda. A cada mudança foi estabelecida uma correspondência entre o valor de face da moeda antiga e o da moeda nova. Por exemplo: em 1942 ocorreu a primeira mudança e foi decretado que um cruzeiro correspondia a um mil réis. Na tabela a seguir temos as correspondências a cada troca de padrão monetário.

Equivalência entre moedas
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