Remédio vencido também precisa de coleta seletiva

Aos poucos a coleta seletiva de resíduos está se expandindo. Agora é a vez dos remédios vencidos que em São Paulo ao menos já contam com postos de coleta. Quem acompanha a evolução da consciência ambiental há mais tempo como eu lembra que há alguns anos atrás a luta era fazer as pessoas colocarem o lixo na lixeira. Com o tempo, surgiu a coleta seletiva básica que consiste em separar o lixo reciclável do resto não reciclável. Mais tarde, surgiram as quatro lixeiras coloridas para separar plástico, metal, papel e vidro. Depois vieram algumas lixeiras a mais como a marrom para lixo orgânico e a laranja para os perigosos. Mas isso tudo ainda não é suficiente. Existe a coleta de resíduos especiais como baterias, pilhas, óleo comestível, caliça, podas de árvores e lixo hospitalar. Indo por essa linha, os remédios vencidos também devem ser tratados como resíduo especial. O descarte sem critério pode causar problemas de contaminação ambiental, além do risco de serem utilizados indevidamente. O descarte correto do remédio vencido não é só uma questão ambiental, mas de saúde. Em casa, os remédios vencidos são uma ameaça, principalmente às crianças. Jogados no lixo comum podem ser consumidos indevidamente.


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Para onde irá o entulho da Copa 2014?

A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 está movimentando a construção civil. Grandes obras começam a ser realizadas e, na maioria dos casos, elas começam com grandes demolições. São montanhas de entulho geradas para permitir a ampliação ou reconstrução de estádios e de outras obras ligadas ao evento. A destinação do entulho é um sério problema ambiental e com os olhos do mundo voltados para o Brasil é importante darmos um exemplo de que somos um país com vocação para liderar a economia verde.

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Uma cidade que precisa importar lixo

Boras na Suécia importa lixo, pois a produção própria não é suficiente para abastecer seus geradores de biogás. A cidade de 64 mil habitantes é modelo em tratamento de resíduos sólidos. Apenas 4% do resíduo gerado na cidade é enviado para o incinerador e é utilizado como fonte de energia térmica. A maior parte do lixo é tratado com a cooperação dos moradores, da Universidade e empresas locais. Uma parte do resíduo é reciclada e outra usada para produção de biogás para abastecer a frota de ônibus, casas e o comércio local.

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Uma pilha de pilhas

Esta semana fui à agência Santander próxima do meu trabalho para descarregar um pote de pilhas velhas. O Santander patrocina o programa Papa-Pilhas e mantem pontos de coleta em suas agências para recolher pilhas, baterias e celulares usados. Esse programa já recolheu centenas de toneladas de pilhas e baterias  e as encaminhou para a empresa paulista Suzaquim que processa o material e gera matéria prima para a indústria cerâmica. Saí da agência com a consciência pelo menos três quilos mais leve. No caminho, fiquei pensando: como consegui juntar tantas pilhas? Tá certo que foram alguns anos colecionando metais pesados. Como eu não encontrava um ponto de coleta armazenei as pilhas em casa por um longo período. Pilhas na lanterna, no controle remoto, em brinquedos; é incrível como elas estão espalhadas pelo nosso dia-a-dia. Uma rápida contabilidade me revelou que ainda existem muitos equipamentos movidos a pilhas e baterias lá em casa. Veja a lista. Será que na sua casa a situação é parecida?

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Rumo ao resíduo zero

A casa ecológica produz pouco resíduo sólido, graças a uma série de boas práticas dos moradores, mas será que é possível reduzir esse resíduo a zero? Provavelmente não no estágio atual da nossa sociedade, a menos que se adote um estilo radical de vida inviável para a maioria das pessoas. Uma volta pelos corredores do supermercado nos mostra que muitos produtos são vendidos em embalagens pouco ecológicas que vão gerar resíduo não reciclável mais adiante. O que fazer então? Passar fome ou viver de uma pequena horta orgânica plantada no quintal? Calma! A dificuldade não deve desanimar o cidadão ecológico, pois se não é possível zerar o resíduo da casa dá para amenizar bastante a situação tratando em casa uma parte dele, garantindo que todo o resíduo reciclável seja efetivamente reciclado e reduzindo ao mínimo o material não reciclável. Vamos fazer algumas contas de padeiro para ver até onde é possível chegar sem esforços hercúleos.

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