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Meu minimalismo: estoque mínimo

Uma maneira prática de definir quais bens você deve manter na sua casa minimalista é estabelecer estoques mínimos. Funciona como a dinâmica das empresas modernas que reduzem ao mínimo os estoques e operam no modo just in time, ou seja, só adquirem o bem quando ele realmente vai ser usado.

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Meu minimalismo: dúvidas

Eu tinha dúvidas se algumas práticas do meu cotidiano colidiam com a filosofia minimalista. Tentarei resumir as principais na sequência.

Valor sentimental. tenho em casa alguns objetos de valor sentimental como a tesoura de alfaiate do meu pai, a máquina de escrever que eu usava décadas atrás e a máquina de costura de minha mãe. A tesoura do meu pai ainda tem utilidade cotidiana. Ela corta bem. A máquina de costura é usada como aparador de sala e a máquina de escrever decora a estante. Não creio que um minimalista precise se desfazer de seus velhos bens sentimentais, mas pode tentar dar a eles um uso reciclado. Preservar a história familiar é mais importante do que radicalizar no destralhamento. O problema é se tudo para você tem valor sentimental.

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Meu minimalismo: menos redes sociais

Por um bom tempo atuei profissionalmente no mundo digital e, por isso, tinha participação intensa em redes sociais. Nem precisa dizer que chegou uma hora que me vi na obrigação de fazer um destralhamento digital. Participar de redes sociais é quase uma necessidade da vida moderna, mas é preciso controlar a imersão nesse mundo para manter a saúde mental, poupar tempo e ganhar em qualidade de vida. Menos é mais também nos relacionamentos virtuais.

Luz na poça d'água
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Meu minimalismo: menos mídias físicas

Confesso: sou do tempo das mídias físicas. Livro era de papel, música era no disco preto com um buraco no meio e filme era em fita magnética que precisava rebobinar. Para os mais jovens essa discussão sobre mídias físicas é meio fora da casinha, afinal eles sabem que tudo vem da nuvem, até a chuva. Mas deixe-me explicar: sou do tempo em que a editora publicava um livro e se você quisesse ler tinha que comprá-lo, caso contrário a edição se esgotaria e nova chance só dali uns anos quando lançassem nova edição. Em função disso acumulei livros, discos e filmes ao longo da vida. A minha prova de fogo do minimalismo foi me desapegar das mídias físicas. Ainda tenho muitas comigo, mas vendi cerca de um terço do meu acervo até agora e continuarei me desfazendo até reduzir o estoque às peças de consulta frequente ou com valor sentimental. Entendo que a hora de passar a minha midiateca adiante é agora, enquanto ainda existem pessoas interessadas em mídias físicas e que podem fazer bom uso de um bem que já cumpriu seu papel quando estava em minhas mãos.

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Meu minimalismo: menos meios de pagamento

É fácil obter um cartão de pagamento, mas quase impossível cancelá-lo. A maioria das pessoas conhece essa verdade absoluta do mundo moderno, mesmo assim muitos acumulam meios de pagamento como se eles trouxessem riqueza e status. O resultado é previsível: custos altos de manutenção; dificuldade para controlar várias contas e o risco do endividamento.

O minimalismo deve se estender aos meios de pagamento: contas bancárias, cartões de crédito, cartões pré-pagos, aplicativos de pagamento, crédito rotativo de magazines, etc. Não sou radical a ponto de recomendar o escambo ou pagamento só em dinheiro vivo. No uso pessoal, por segurança e comodidade mantenho uma conta bancária com cartão múltiplo, ou seja, o mesmo cartão opera no débito ou crédito. Gostaria de me restringir ao débito, mas infelizmente em algumas situações o cartão de crédito ainda é necessário.

paisagem rural
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