Homem de dupla jornada

Confesso que ao ouvir queixas de algumas mulheres sobre dupla jornada (trabalhar fora e em casa) sempre fiquei meio perplexo. Para mim essa é uma conversa em grego.

Quando eu era criança meus pais trabalhavam fora e não tínhamos empregada doméstica, por isso desde aquele tempo eu ajudava em casa. Quando constituí minha própria família sempre fiz tarefas como lavar a louça, varrer a casa e fazer compras no supermercado. E não era de vez em quando só para ficar bem na foto. Meu pai perdeu minha avó quando era criança e também ajudava em casa por necessidade. Ainda hoje o velhinho cuida de sua roupa, faz sua comida e arruma a sua cama. Essa história de dupla jornada na minha família é um assunto resolvido há mais de cinquenta anos. É por isso que acho estranho quando alguém fala comigo sobre dupla jornada com sangue nos olhos. Talvez por conta desse meu jeitão carrancudo … Coitados daqueles que julgam por aparências e estereótipos.

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História da minha vida privada

rua-das-flores

  1. Linha telefônica era investimento declarado no Imposto de renda.
  2. Cheque só era descontado na agência do emitente.
  3. Cinto de segurança era opcional, quando tinha.
  4. Fotografia era em filme de 24 poses que durava toda a viagem de férias.
  5. Linha telefônica fixa tinha espera de três anos e custava R$ 10.000,00 (valor atualizado).
  6. Postos de gasolina não podiam funcionar aos domingos ou a noite. Para economizar petróleo importado.
  7. Pesquisa era feita em dicionário, enciclopédia e lista telefônica. Tinha que saber ordem alfabética.
  8. Despertador precisava dar corda todo dia. Tinha que saber ler mostrador analógico.
  9. O leite era entregue em casa pelo leiteiro.
  10. Carro era só a gasolina e tinha umas coisas tensas como afogador, carburador e platinado.
  11. Entrava-se no ônibus pela porta de trás e a saída era pela frente.
  12. Ônibus saia do bairro e parava no centro. Terminal, estação tubo, integração, bi articulado, canaleta? Vai sonhando.
  13. Carteira de identidade era batida na máquina de escrever.
  14. Compras chiques em Curitiba eram feitas na Rua XV de Novembro ou nas galerias (Suíça, Ritz).
  15. As bolinhas de pinheirinho de natal eram de vidro bem fino.
  16. Fumava-se em qualquer lugar, mas havia pequenos espaços para não fumantes.
  17. Havia três emissoras de TV aberta. E só tinha TV aberta.
  18. Não tinha teste de bafômetro. Não havia bafômetro
  19. As emissoras de TV começaram a transmitir às 15h e encerravam a programação antes da  da meia noite. O resto do tempo era chuvisco.
  20. As rádios tinham programas especiais para gravar músicas em casa na fita cassete.
  21. No banco não tinha fila única, nem senha, nem assentos para esperar sentado. Era uma fila para cada guichê. A sua era sempre a mais demorada.
  22. O voto era em papel e o resultado saia em poucos dias.
  23. Cinemas eram espalhados pelo centro, não em shopping. Não havia shopping.
  24. No armazém, o valor de cada item era digitado na caixa registradora ou somado na ponta do lápis, que era guardado na orelha do vendedor.
  25. Vestibular era sem cotas.
  26. Não tinha TCC no final do curso.
  27. Seringa de injeção era de vidro não descartável. Quase nada era descartável.
  28. Não tinha horário de verão.

Meu manual de etiqueta política na Internet

As redes sociais se tornaram decisivas no jogo político e algumas regras de etiqueta são bem-vindas para garantir o convívio civilizado. Na base do acerto e erro cheguei a algumas conclusões para orientar minha conduta digital.

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Engenheiro implicante pergunta

Perguntas que pessoas exatas fazem sobre atitudes inexatas:

macaco sério

  1. Está desobrigado de saber matemática básica por ser de humanas?
  2. Abre a janela quando o ar condicionado não está dando conta?
  3. Manda imagem anexa em formato DOC?
  4. É legal bater papo no meio de portas movimentadas?
  5. É aposentado, mas vai ao banco no horário de almoço?
  6. Então o vácuo puxa o refrigerante para dentro do canudinho?
  7. Quer mesmo que o médico tire sua pressão?
  8. Penas de ganso são mais leves do que chumbo, né?
  9. Se for feito de ferro, óbvio que vai afundar na água, certo?
  10. É idoso, mas estaciona na vaga normal?
  11. Usa guarda-chuva debaixo da marquise?
  12. Atravessa o carrinho no meio do corredor do supermercado?
  13. É feminista, mas chama um cavalheiro para trocar o pneu do carro?
  14. Não fica à direita na escada rolante?
  15. Anda de mãos dadas na calçada estreita. É arrastão?
  16. Guarda lugar na praça de alimentação do shopping?
  17. Sabe encher o computador de vírus, mas não sabe removê-los?
  18. Sua vida inteira estava no computador, mas não sabe onde ficou o backup?
  19. A bola com efeito quicou no gramado e ganhou velocidade?
  20. Foi Darwin quem disse que sobrevive o mais forte?
  21. Com janela fechada ficamos mais quentinhos e protegidos da gripe?

Você é de direita, esquerda, de centro ou muito pelo contrário?

Há tempos que me considero uma pessoa de extremo centro. Não que eu fique em cima do muro em relação a questões polêmicas, mas no sentido que em algumas questões meu posicionamento está à direita, em outras à esquerda. Na média, somando as forças que puxam para um lado e para outro a resultante é nula.

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