A corrida do papel higiênico: 60, 90, 100 metros

A primeira empresa brasileira a produzir papel higiênico ecológico foi a Astória de Gravataí. Sua linha de rolos 90m para uso doméstico é chamada Eco. Embora esse prefixo tenha um sentido vago e não regulamentado, creio que nesse caso seu uso faz sentido. O produto se diferencia dos demais porque é feito com fibra de celulose reciclada e a apresentação de 90m economiza embalagens, transporte e área de armazenagem.

Passei a usar o papel higiênico 90m desde que apareceu na gôndola do supermercado, pois além do apelo ecológico é mais vantajoso para o bolso. O problema é que só o encontro em uma rede de supermercados aqui de Curitiba. Felizmente, a concorrência é o motor da economia e logo será o da ecologia. A empresa Mili entrou na disputa e lançou o rolo de 100m. O produto da Mili não lança mão do apelo ecológico embora seu papel também utilize fibras recicladas de celulose. Taí uma opção a mais para quem se preocupa com esses detalhes que podem fazer a diferença para o ambiente e para o bolso.

Seundo o Greenpeace, um papel higiênico ecológico deve usar fibras recicladas, não deve ser branqueado e nem usar produtos químicos agressivos como o cloro em seu processo de fabricação. Acredito que nem a Astória, nem a Mili se encaixariam perfeitamente nas regras do Greenpeace, já que usam papel branqueado, mas merecem um crédito pela matéria-prima reciclada e por usarem apresentação compacta. Enquanto isso, outros fabricantes continuam produzindo rolos de 30m com fibra virgem. Que papelão!


Veja também: Simulador de consumo de energia em Excel

Baixe a planilha e faça um cálculo preciso do consumo de energia elétrica em sua casa. Download Assista ao vídeo e veja como usar a planilha.

Autor: Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

3 pensamentos em “A corrida do papel higiênico: 60, 90, 100 metros”

Sua opinião me interessa