Consciência ambiental no cotidiano
A corrida do papel higiênico: 60, 90, 100 metros
A primeira empresa brasileira a produzir papel higiênico ecológico foi a Astória de Gravataí. Sua linha de rolos 90m para uso doméstico é chamada Eco. Embora esse prefixo tenha um sentido vago e não regulamentado, creio que nesse caso seu uso faz sentido. O produto se diferencia dos demais porque é feito com fibra de celulose reciclada e a apresentação de 90m economiza embalagens, transporte e área de armazenagem.
Passei a usar o papel higiênico 90m desde que apareceu na gôndola do supermercado, pois além do apelo ecológico é mais vantajoso para o bolso. O problema é que só o encontro em uma rede de supermercados aqui de Curitiba. Felizmente, a concorrência é o motor da economia e logo será o da ecologia. A empresa Mili entrou na disputa e lançou o rolo de 100m. O produto da Mili não lança mão do apelo ecológico embora seu papel também utilize fibras recicladas de celulose. Taí uma opção a mais para quem se preocupa com esses detalhes que podem fazer a diferença para o ambiente e para o bolso.
Seundo o Greenpeace, um papel higiênico ecológico deve usar fibras recicladas, não deve ser branqueado e nem usar produtos químicos agressivos como o cloro em seu processo de fabricação. Acredito que nem a Astória, nem a Mili se encaixariam perfeitamente nas regras do Greenpeace, já que usam papel branqueado, mas merecem um crédito pela matéria-prima reciclada e por usarem apresentação compacta. Enquanto isso, outros fabricantes continuam produzindo rolos de 30m com fibra virgem. Que papelão!
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Radamés em 12/14/2010 às 08:47, e está arquivado em Consumo. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |











