O show deve continuar, mas sem animais

Esta semana eu voltava para casa ouvindo a Hora do Brasil no rádio do carro. Fiquei sabendo que será formada uma comissão para definir regras sobre o uso de animais em espetáculos públicos, em especial, os circenses. A comissão interministerial tem mais de duzentos dias para fazer consultas à sociedade. Depois disso, será criado um projeto de lei que regulamentará o uso de animais em atividades de entretenimento. Pelo que entendi, ninguém está cogitando a proibição, mas sim de disciplinar a prática. Enquanto isso, os animais de circo continuam confinados em jaulas, alguns deles submetidos a tratamento cruel.

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Austrália quer reduzir aquecimento global exterminando camelos

A Austrália é um país com vários problemas ambientais. Sua matriz energética é baseada principalmente na queima de combustíveis fósseis como carvão e petróleo. Para compensar suas elevadas emissões de carbono o governo estuda uma saída polêmica que tenta abater dois camelos com uma só cajadada. Não, não errei na digitação, embora os coelhos também sejam uma praga na Austrália, as armas desta vez estão apontadas para os camelos. Fizeram cálculos e concluíram que um camelo emite por ano cerca de 45 kg de metano em seu processo digestivo, ou seja, o camelo come capim por um lado e solta pum de metano pelo outro. O metano causa mais aquecimento global do que o gás carbônico. Pronto, era o pretexto que faltava, sobrou para os camelos australianos.

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Quanto vive um gato?

Alguns gatos vivem mais de dez anos e há relatos de uns poucos matusalens felinos que alcançaram mais de vinte anos de existência. A minha pergunta, porém, é sobre a esperança de vida de um gato que habita a selva urbana. Ouso dizer que, em média, eles não alcançam mais do que três anos de vida. Cedo, muito cedo, esses pobres bichanos terão um fim trágico. Alguns serão atropelados, outros serão atacados por cães. Uma parte morrerá por envenenamento e outra será baleada por humanos. Há também os que vão morrer por conta de maus tratos, por abandono, por espancamento. É dura a realidade desses bichinhos que há milênios habitavam o Oriente Médio e se espalharam pelo mundo levados pelo homem. Não sabemos quanto tempo viviam os gatos selvagens daquela época, pois os desafios que enfrentavam em seu habitat selvagem eram outros. Provavelmente, naquele tempo a vida também era dura para os felinos, mas eles estavam bem preparados para sobreviver em seu habitat natural.

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Fundamentalismo ambiental

O nascimento do pequeno Knut, ursinho polar do zoológico de Berlim, mostrou ao público geral uma face nada verde do ativismo ambientalista. O ursinho foi rejeitado pela mamãe ursa e agora vive sob cuidados de humanos. Organizações de defesa dos animais protestam contra os cuidados dedicados que o ursinho vem recebendo no zoológico. Dizem que o convívio excessivo com humanos vai causar danos irreparáveis ao comportamento do animal. Eles sugerem inclusive o sacrifício do pequeno Knut.

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Não troco meu cão por uma caminhonete cabine dupla

Estamos em uma cruzada pela preservação do meio ambiente, mas infelizmente as pessoas preocupadas com a saúde do planeta além de enfrentarem a resistência dos alienados são freqüentemente alvejadas pelo fogo amigo de ecologistas de meia pataca. O casal de professores Brenda e Robert Vale da Universidade de Victoria na Nova Zelândia publicou o livro Time to eat de dog? onde defendem ideias polêmicas sobre sustentabilidade que só causam ruído na discussão ambiental. Eles nos aconselham, por exemplo, a ter em casa apenas animais que podemos comer. Seguindo a linha de pensamento do casal Vale, você deve fazer espetinho de seus cães e gatos e dali em diante criar galinhas e coelhos, pois essas criaturas além de servirem como animais de estimação fornecem ovos e carne ao ambientalista que os cria. O casal de eco-exibicionistas argumenta que criar um cão de grande porte causa o mesmo impacto ambiental do que dirigir uma caminhonete.

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