Rumo ao resíduo zero

A casa ecológica produz pouco resíduo sólido, graças a uma série de boas práticas dos moradores, mas será que é possível reduzir esse resíduo a zero? Provavelmente não no estágio atual da nossa sociedade, a menos que se adote um estilo radical de vida inviável para a maioria das pessoas. Uma volta pelos corredores do supermercado nos mostra que muitos produtos são vendidos em embalagens pouco ecológicas que vão gerar resíduo não reciclável mais adiante. O que fazer então? Passar fome ou viver de uma pequena horta orgânica plantada no quintal? Calma! A dificuldade não deve desanimar o cidadão ecológico, pois se não é possível zerar o resíduo da casa dá para amenizar bastante a situação tratando em casa uma parte dele, garantindo que todo o resíduo reciclável seja efetivamente reciclado e reduzindo ao mínimo o material não reciclável. Vamos fazer algumas contas de padeiro para ver até onde é possível chegar sem esforços hercúleos.

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Quantos tipos de resíduos geramos em casa

É mais fácil fazer um parto em um fusquinha em movimento do que destinar corretamente nossos resíduos. Esses dias, percorri minha casa procurando  os tipos de resíduo que poderiam sair dali um dia. Não sou um desocupado prestes a pirar, pode crer. Na verdade, eu queria escrever um post sobre a dificuldade de ser ecologicamente correto com nossos resíduos. Vejam a lista de tipos de resíduos que montei. Talvez, na sua casa haja outros. Se houver, por favor comente esse post, assim dividimos conhecimento sobre esse assunto complexo e incômodo. No futuro todos os resíduos vão valer dinheiro e, por isso, não estou usando a palavra lixo de propósito, mas por enquanto, destinar resíduos é um desafio.

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Quanto vale um quilo de cocô de cachorro?

Uma vez por semana percorro o quintal com uma pá e um balde nas mãos recolhendo a produção dos moradores caninos da casa. Nessa hora eu penso: ah, se isso valesse dinheiro. Vai valer um dia. Riam os que ainda acreditam na sociedade do consumo predatório. Lixo é o nome que damos hoje às matérias primas que queremos mandar para longe dos olhos e do nariz. Virá o tempo em que vamos deixar de usar a palavra lixo. Eu bem que gostaria de usar o cocô de cachorro como adubo na horta. Essa matéria prima lá em casa é abundante, mas seria necessário um tratamento prévio para evitar o risco de contaminação dos alimentos. Já que é assim, por hora, a proudução dos nossos cães acaba no aterro sanitário. No futuro, seremos responsáveis pelos nossos detritos, por todos eles. Felizmente, nesse tempo os resíduos terão valor de mercado porque tudo será reutilizado ou reciclado. Como já existe gente ganhando dinheiro com estrume tenho fé que um dia o Balu, nosso labrador, vai se tornar um cão com renda própria.

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Coleta seletiva do lixo

Leve o lixo para fora!” Você já ouviu esta frase muitas vezes, não é mesmo? Mas onde fica esse lugar chamado fora? Para muita gente, pode ser em qualquer lugar desde que bem longe dos olhos e do nariz. Sob o aspecto ambiental, porém, o lugar fora onde se joga o lixo, por longe que seja, ainda é um lugar dentro do planeta. A lei da conservação da matéria, enunciada por Lavoisier, é clara: Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Não há como fazer o lixo simplesmente sumir. Ele vai se transformar. Geralmente, se transforma em problema, mas há inúmeras soluções para se transformá-lo em algo com valor econômico. Boa parte do lixo sólido é reciclável, ou seja, pode ser aproveitado para produzir novos bens reduzindo a sobrecarga dos depósitos e economizando matérias-primas virgens.

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Lixo orgânico

Durante muitos séculos, o lixo produzido pelo homem foi basicamente orgânico. Faz pouco tempo que a produção de lixo se ampliou e outros tipos de resíduos começaram a abarrotar as lixeiras. O plástico, por exemplo, só começou a ser produzido em escala industrial em meados do século XX. As estatísticas mostram que há uma relação entre o desenvolvimento econômico de um país e a porcentagem de lixo orgânico gerado por sua população. Em países pobres, o lixo orgânico predomina nas lixeiras. Já em países ricos, a porcentagem do material orgânico na composição do lixo cai acentuadamente. Isso não significa que pessoas de alta renda geram menos lixo orgânico, mas que o resíduo orgânico passa a se juntar com plástico, papel, metal, etc. Em outras palavras, quanto maior a renda da população, maior a produção de lixo. Para piorar, esse lixo se torna mais complexo e prejudicial ao ambiente.

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