O que é consciência ecológica? Muita gente vai dizer que é jogar o lixo na lata do lixo. Está certo! Começa por aí mesmo, mas não vamos nos iludir que salvaremos o mundo simplesmente praticando lixo ao cesto. A conscientização ambiental é uma escada e a maioria das pessoas ainda está nos primeiros degraus. Para simplificar, vamos supor que essa escada se divide em três lances: básico, médio e avançado. Além disso, há dois degraus de alienação.
Conheça os carros mais econômicos comercializados no Brasil segundo o Inmetro em vários anos. Estamos falando de economia de energia. Como há vários tipos de combustível (diesel, etanol, eletricidade, gasolina) o Inmetro tem adotado mais recentemente a medida MJ/km (Mega Joule por quilômetro) que permite fazer comparações entre combustíveis diferentes.
Carros mais econômicos em 2020
A tabela Inmetro 2020 veio com 1034 modelos comercializados no Brasil. Pelo método do consumo em MJ/km os carros elétricos são maioria. Na tabela abaixo temos os modelos com consumo energético inferior a 1,0 MJ/km.
O estado americano da Califórnia tem fama de estar na vanguarda da legislação ambiental. Parabéns ao exterminador de emissões e governador Arnold Schwarzenegger. Recentemente, porém, os legisladores californianos lançaram uma proposta no mínimo polêmica. A assembleia da Califórnia quer aprovar uma lei que impõe limite mínimo para a refletividade da pintura dos carros. Explicando: os carros vão ter que refletir a luz solar com eficiência para evitar que fiquem muito aquecidos quando expostos ao sol. Dessa forma, o veículo economiza no ar condicionado, consome menos combustível e lança menos carbono na atmosfera. Essa lei pode inviabilizar a fabricação de carros pretos que absorvem mais os raios solares do que as cores claras.
A água que sai da máquina de lavar pode ser usada para lavar pisos, carro e outras coisas laváveis com água de segunda mão. A ideia é ecológica, mas quem já tentou colocá-la em prática sabe que dá trabalho porque a maioria das máquinas de lavar não foi pensada para os novos tempos ecológicos. Aqui vão algumas dicas de reaproveitamento:
Lavadoras com botão Economia
O cidadão consciente tem que ficar de plantão do lado da máquina esperando chegar o momento exato do ciclo de lavagem em que ela começa a drenar água. Para resolver essa parada, a Electrolux inovou em sua linha Turbo ECOnomia de lavadoras com uma ideia simples: colocou no painel das máquinas o botão ECONOMIA.
Antes que me chamem de eco chato, aviso que não vou lançar aqui propostas mirabolantes como usar o papel higiênico dos dois lados. Minha ideia inicial era fazer um elogio ao rolo de papel higiênico de 90 m, mas pesquisando na Internet encontrei tantas opiniões enroladas sobre esse papel fundamental que resolvi ir um pouco além.
Uma vez por semana percorro o quintal com uma pá e um balde nas mãos recolhendo a produção dos moradores caninos da casa. Nessa hora eu penso: ah, se isso valesse dinheiro. Vai valer um dia. Riam os que ainda acreditam na sociedade do consumo predatório. Lixo é o nome que damos hoje às matérias primas que queremos mandar para longe dos olhos e do nariz.
Virá o tempo em que vamos deixar de usar a palavra lixo. Eu bem que gostaria de usar o cocô de cachorro como adubo na horta. Essa matéria prima lá em casa é abundante, mas seria necessário um tratamento prévio para evitar o risco de contaminação dos alimentos. Já que é assim, por hora, a produção dos nossos cães acaba no aterro sanitário. No futuro, seremos responsáveis pelos nossos detritos, por todos eles. Felizmente, nesse tempo os resíduos terão valor de mercado porque tudo será reutilizado ou reciclado. Como já existe gente ganhando dinheiro com estrume tenho fé que um dia o Balu, nosso labrador, vai se tornar um cão com renda própria.
Crédito de imagem: Letícia Manosso
P. S. Post scriptum
Escrevi este post há mais de uma década e o revisei em 2020. Mantenho no ar porque ainda tem alguns acessos. O que está dito no post continua válido. Dia virá em que seremos responsáveis diretos pelos nossos resíduos.
Registro também a saudade do velho Balu, nosso labrador, que esteve conosco durante o crescimento dos meus filhos. Ele teve a uma vida boa, foi um grande amigo e deixou saudades.
Economizar energia elétrica é bom para o bolso e para o meio ambiente. O problema é que as residências de hoje estão repletas de aparelhos elétricos, mesmo as mais modestas. Saber quais são os vilões do consumo não é muito simples.
Existem aparelhos de consumo alto, mas que são pouco usados durante o mês. Por outro lado, existem aparelhos de baixo consumo, mas que ficam ligados ininterruptamente, por isso, só fazendo o cálculo na ponta do lápis para saber onde estão os ralos de consumo de energia elétrica em uma residência.
“Leve o lixo para fora!” Você já ouviu esta frase muitas vezes, não é mesmo? Mas onde fica esse lugar chamado fora? Para muita gente, pode ser em qualquer lugar desde que bem longe dos olhos e do nariz. Sob o aspecto ambiental, porém, o lugar fora onde se joga o lixo, por longe que seja, ainda é um lugar dentro do planeta.
A lei da conservação da matéria, enunciada por Lavoisier, é clara: Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Não há como fazer o lixo simplesmente sumir. Ele vai se transformar. Geralmente, se transforma em problema, mas há inúmeras soluções para se transformá-lo em algo com valor econômico. Boa parte do lixo sólido é reciclável, ou seja, pode ser aproveitado para produzir novos bens reduzindo a sobrecarga dos depósitos e economizando matérias-primas virgens.
Vários tipos de coleta seletiva
Aqui, vamos falar da coleta seletiva, uma ação individualmente responsável que é ponto de partida para a reciclagem dos resíduos sólidos. Os programas de coleta seletiva podem ser realizados em vários níveis de eficiência e de sofisticação. Tudo depende da maturidade dos envolvidos e da disposição de cada um para dar sua contribuição. Vamos apresentar vários cenários de coleta seletiva:
Básico: é o modelo de duas lixeiras: recicláveis x não recicláveis.
Evoluído: ou multi-seletivo onde usamos vários tipos de lixeiras.
Avançado: modelo ideal que segue as melhores práticas.
Durante muitos séculos, o lixo produzido pelo homem foi basicamente orgânico. Faz pouco tempo que a produção de lixo se ampliou e outros tipos de resíduos começaram a abarrotar as lixeiras. O plástico, por exemplo, só começou a ser produzido em escala industrial em meados do século XX. As estatísticas mostram que há uma relação entre o desenvolvimento econômico de um país e a porcentagem de lixo orgânico gerado por sua população.
Em países pobres, o lixo orgânico predomina nas lixeiras. Já em países ricos, a porcentagem do material orgânico na composição do lixo cai acentuadamente. Isso não significa que pessoas de alta renda geram menos lixo orgânico, mas que o resíduo orgânico passa a se juntar com plástico, papel, metal, etc. Em outras palavras, quanto maior a renda da população, maior a produção de lixo. Para piorar, esse lixo se torna mais complexo e prejudicial ao ambiente.
Teoricamente, tudo é reciclável. Na prática não é bem assim. Para muitos materiais a reciclagem é uma realidade economicamente viável. Papel, plástico, vidro e metal são exemplos de materiais cuja reciclagem ocorre sem a necessidade de incentivos ou legislação. São reciclados porque dá lucro e a tendência é que as taxas de reciclagem desses materiais aumentem cada vez mais.
A viabilidade econômica é um dos fatores mais importantes na reciclagem. Para um material ser reciclado é preciso que o produto gerado tenha valor comercial, que haja uma técnica viável de reciclagem, que o custo não seja proibitivo, que haja interesse do consumidor em usá-lo, etc.
Vários mitos sobre reciclagem circulam amplamente entre nós. Alguns, são frutos da falta de informação, outros, da tentativa de iludir a opinião pública. Vejamos alguns deles.
A reciclagem é a grande solução
Errado. A reciclagem é a última solução, que deve ser posta em prática quando se esgotaram as possibilidades de redução e de reutilização. São três os erres da consciência ambiental: reduzir, reutilizar e reciclar. A reciclagem é o último R da lista porque é o mais caro. Em primeiro lugar, pense em reduzir sua produção de resíduos. Depois, pense em alternativas para reutilizar os materiais. Por último, se não houver outra opção, vem a reciclagem.
A água usada nas atividades domésticas se transforma no resíduo líquido conhecido como esgoto, que pode causar sérios problemas tanto ao meio ambiente como à saúde das pessoas. O esgoto doméstico pode ser tratado com relativa facilidade antes de ser lançado no ambiente. Infelizmente, tratamento de esgoto é uma baixa prioridade para o poder público e para a população em geral, o que resulta em índices baixos de coleta e tratamento no Brasil.
Impactos sanitário e ambiental
Quando falamos no problema do esgoto temos que pensar em dois tipos de impacto: o sanitário e o ambiental. O impacto sanitário envolve os problemas de saúde pública causados pelo esgoto, que propaga doenças quando não é coletado e tratado corretamente. As estatísticas mostram que a qualidade de vida da população está ligada diretamente a boas condições sanitárias.
Por muito tempo, as ações públicas e individuais em relação ao esgoto deram prioridade somente ao aspecto sanitário. A questão ambiental só começou a ser considerada recentemente. No mundo atual, porém, não faz sentido resolver apenas os problemas do esgoto que ameaçam a saúde da população. A saúde do ambiente também deve ser preservada, afinal, se o ambiente se degradar, a qualidade de vida da população vai cair também.