Coleta seletiva do lixo

Leve o lixo para fora!” Você já ouviu esta frase muitas vezes, não é mesmo? Mas onde fica esse lugar chamado fora? Para muita gente, pode ser em qualquer lugar desde que bem longe dos olhos e do nariz. Sob o aspecto ambiental, porém, o lugar fora onde se joga o lixo, por longe que seja, ainda é um lugar dentro do planeta. A lei da conservação da matéria, enunciada por Lavoisier, é clara: Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Não há como fazer o lixo simplesmente sumir. Ele vai se transformar. Geralmente, se transforma em problema, mas há inúmeras soluções para se transformá-lo em algo com valor econômico. Boa parte do lixo sólido é reciclável, ou seja, pode ser aproveitado para produzir novos bens reduzindo a sobrecarga dos depósitos e economizando matérias-primas virgens.

Aqui, vamos falar da coleta seletiva, uma ação individualmente responsável que é ponto de partida para a reciclagem dos resíduos sólidos. Os programas de coleta seletiva podem ser realizados em vários níveis de eficiência e de sofisticação. Tudo depende da maturidade dos envolvidos e da disposição de cada um para dar sua contribuição. Vamos apresentar três cenários de coleta seletiva: básico, evoluído e avançado.

Coleta seletiva básica

Do ponto de vista econômico, os materiais do lixo mais interessantes para reciclagem atualmente são vidro, papel, plástico e metais. Para participar de uma coleta seletiva básica, você precisa de apenas duas lixeiras, uma para depositar materiais recicláveis e outra para o lixo não reciclável. Em Curitiba, cidade onde moro, quando foi iniciado o programa de coleta seletiva da prefeitura, o slogan da campanha era: separe o lixo do lixo que não é lixo. Na lixeira para recicláveis devem ser colocados vidros, papéis, metais e plásticos. Na outra lata, a do lixo comum, vai o lixo orgânico e outros resíduos sólidos não recicláveis.

Resíduo reciclável Resíduo comum
  • Papel
  • Plástico
  • Vidro
  • Metal
  • Lixo orgânico: restos de comida, cascas de frutas e legumes, etc.
  • Guardanapos, papel higiênico, absorventes femininos, etc.
  • Materiais não recicláveis: espuma, espelhos, porcelana, etc.

A separação do lixo doméstico em duas categorias é uma forma simples de iniciar um programa de coleta seletiva. As pessoas vão formando consciência e começam a prestar atenção no lixo que produzem. A desvantagem desse tipo de separação é que os materiais recicláveis ficam misturados, o que exige um trabalho posterior de classificação feito pela prefeitura, pelos catadores ou por empresas de reciclagem. Em outras palavras, alguém terá que remexer no lixo reciclável e separar o papel do vidro e o metal do plástico. Além do mais, os materiais não são preparados antes de serem descartados e perdem qualidade para a reciclagem. Apesar disso, a coleta básica é ótima para impulsionar a indústria da reciclagem, que em etapas futuras poderá avançar mais.

Muitas prefeituras brasileiras não fazem sequer a coleta básica, mas se você mora em uma cidade sem coleta seletiva municipal, ainda assim pode separar o lixo. Certamente você vai encontrar em sua cidade catadores ou empresas de reciclagem interessadas em lixo reciclável. Condomínios e empresas, que geram volumes maiores, podem inclusive lucrar com a separação do lixo, vendendo materiais para a reciclagem.

Esse tipo de coleta seletiva simplifica o trabalho de classificação dos materiais recicláveis e ajuda a preservar a qualidade deles. Em condomínios e empresas, o uso das latas coloridas facilita a comercialização dos recicláveis.

Coleta seletiva evoluída (multi-seletiva)

Na coleta seletiva evoluída fazemos a separação dos materiais recicláveis do lixo de forma mais produtiva. Para isso, é preciso usar várias lixeiras. Normalmente, se usa cinco lixeiras coloridas, uma para o lixo orgânico (marrom) e quatro outras para separar plásticos (vermelho), vidros (verde), papéis (azul) e metais (amarelo). A coleta seletiva com recipientes coloridos tem se difundido bastante. Eles já são comuns em áreas públicas, no entanto, no Brasil ainda não é comum separar o lixo dessa forma em casa.

Esse tipo de coleta seletiva simplifica o trabalho de classificação dos materiais recicláveis e ajuda a preservar a qualidade deles. Em condomínios e empresas, o uso das latas coloridas facilita a comercialização dos recicláveis.

Coleta seletiva avançada

Na coleta seletiva avançada são adotadas as melhores práticas para garantir uma cadeia de reciclagem forte, que dá resultados econômicos, sociais e ambientais. Para saber mais sobre esse nível de coleta clique aqui.

Veja também: Simulador de consumo de energia em Excel

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Assista ao vídeo para conhecer o funcionamento da planilha.

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