Menos cômodo, porém ecológico, econômico e saudável

Existe uma regra sobre atitudes ecológicas que se verifica em quase todas as situações: O que é mais ecológico, também é mais econômico e mais saudável. O preço que temos que pagar por essas vantagens é alguma perda de comodidade, item de menor peso diante dos valores em jogo na opção ecológica. Vou dar um exemplo do meu cotidiano:

Eu estava com dificuldade para encontrar um jardineiro que viesse cortar a grama lá de casa e decidi resolver o problema com as próprias mãos. Lembrei que na minha adolescência eu aparava a grama da casa dos meus pais com um cortador manual. Então pensei: Será que ainda existe cortador de grama manual? Procurei em algumas lojas aqui em Curitiba e só encontrei cortadores elétricos ou a gasolina. Felizmente, a Internet é a cornucópia dos produtos. Foi lá que encontrei uma vasta oferta de cortadores elétricos, além de outros tantos a gasolina. Os cortadores motorizados dominam o mercado, mas os fabricantes ainda mantêm pelo menos um modelo manual em seus catálogos. Como eu estava decidido a fazer uma opção ecológica optei pelo mais baratinho de todos, o bom e velho cortador de grama movido a muque. Economia na compra do produto e na operação, já que ele não consome energia elétrica nem combustível. Além disso, o aparelho manual age por cisalhamento (tipo tesoura), o que garente uma qualidade de corte superior aos modelos motorizados que agem por batida.

Um dos fabricantes anunciada o cortador de grama manual como uma opção para pequenas áreas de gramado. Como assim? O gramado da casa do meus pais tinha mais de 1.000 m2 e o cortador de grama manual e seu piloto davam conta do recado sem problemas. Uma estrelinha a menos para o departamento de vendas dessa empresa que só considera a comodidade e não está antenado na nova era ecológica. A outra empresa que vende cortadores de grama manuais usa tática diferente: eles ressaltam que seu produto favorece a atividade física saudável e propicia higiene mental. Esses são espertos.


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Já não sou mais o adolescente que encarava 1.000 m2 de gramado com um cortador de grama manual. O gramado da minha casa atual tem quase a mesma metragem e como estou precisando de atividade física vou voltar a pilotar a maquininha. Se me faltar muque posso contar com a ajuda de meus filhos adolescentes.

Autor: Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

5 pensamentos em “Menos cômodo, porém ecológico, econômico e saudável”

  1. Super interessante!
    Estou fazendo uma pesquisa sobre este assunto para um trabalho na pós e tudo que você falou foi de grande valia.

  2. O que eu comprei mais recentemente não era de boa qualidade e não cortava direito. Sugiro comprar um de qualidade e bem reforçado. No passado eu só usava o manual e funcionava bem além de te manter em forma.

  3. Radamés, eu só encontro duas marcas no mercado. Se for no mercado local, só encontro uma! Espero que seja bom.
    Sua experiência positiva foi com qual marca?

  4. O que eu comprei e veio com o carretel desalinhado era Tramontina. Não dava bom corte e não tinha ajustes para alinhar. Talvez esse Trapp tenha mais recursos.

Sua opinião me interessa