Impacto ambiental de embalagens

Não é fácil dizer se um tipo de embalagem tem mais impacto ambiental do que outro porque são diferentes os materiais, as técnicas de produção, as possibilidades de reciclagem, a velocidade de decomposição, etc. Apesar da dificuldade, vamos tentar estabelecer uma escala de impacto ambiental para embalagens. Para isso, vamos considerar vários fatores, pois quando o assunto é meio ambiente, só a análise global do problema nos leva a boas conclusões. Alguns aspectos ambientais foram avaliados com certa subjetividade, mas a escala é satisfatória para diferenciar as embalagens mais verdes das que causam maior dano ambiental.

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Impacto ambiental total

Considere a seguinte situação: você compra duas canecas de louça e as leva para o escritório onde trabalha. De agora em diante, você vai usar uma caneca para tomar água mineral e outra para café. Parabéns. Em dois anos você deixará de mandar para o lixo pelo menos 1000 copos descartáveis. Economia para a empresa e consciência tranqüila para você. Uma mudança de hábito desse tipo à primeira vista parece irrefutavelmente ecológica. Só que até aqui consideramos apenas uma etapa do processo, aquela que acontece à vista do consumidor. Vamos olhar a cadeia de ações de forma mais abrangente, pois para a natureza só interessa o global.

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Para começar

Eu poluo, tu poluis, ele polui. Se você pertence à espécie humana, é um animal poluente. Deixamos de ser uma espécie natural no dia em que descemos das árvores e paramos de viver da coleta de frutinhas. Quase tudo que fazemos tem impacto ambiental. Essa constatação inicial é básica para quem quer ajudar na preservação do meio ambiente. Não é possível zerar o impacto ambiental da ação humana em curto prazo, mas para caminhar na direção dessa meta é preciso dar o primeiro passo.

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Volta ao passado

Há muitas situações em que evoluir significa retroceder. Em questões ambientais, a volta ao passado geralmente é uma ação positiva. Sim, em muitos aspectos, no futuro vamos viver como nossos avós. Vou exemplificar: no passado, Dona Helena, minha mãe, recebia o leite em casa das mãos do leiteiro, que o trazia em garrafas de vidro reutilizáveis. No dia seguinte, o leiteiro levava de volta as garrafas vazias para enchê-las com leite fresco. Atualmente, eu compro o leite no supermercado em embalagens descartáveis de plástico ou tetrapack. No passado, minha tia Marieta fazia pão em forno a lenha e passava o café em coador de pano. Não se falava em forno a gás liquefeito de petróleo e muito menos em papel filtro descartável para passar café. Meu avô Napoleão tinha um moinho movido por roda d’água e meu outro avô, chamava-se Lourenço, viveu por mais de cinqüenta anos como sapateiro. Devo explicar aos mais jovens que sapateiro é o profissional que conserta sapatos estragados. Hoje há poucos sapateiros porque em nossa cultura coisas que estragam devem ser jogadas no lixo. Eu cresci pensando que essas mudanças na vida cotidiana eram uma evolução. Hoje, estou convicto que todas as práticas antigas que citei como exemplo são ambientalmente mais corretas que as contemporâneas, inclusive o forno a lenha, que no tempo da minha tia Marieta já era alimentado com lenha de bracatinga reflorestada.

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Crédito ambiental

O protocolo de Kyoto introduziu o conceito de crédito de carbono. Os países que assinaram o protocolo têm o compromisso de reduzir as emissões de gases que aumentam o aquecimento global. Eles podem fazer isso tomando iniciativas dentro de suas fronteiras ou em outros países. Quando um país ou empresa custeia um projeto em outro país que reduz o efeito estufa, o investidor ganha créditos de carbono. Os créditos de carbono funcionam como moeda no protocolo de Kyoto. Indicam que o país está cumprindo suas metas pela redução do aquecimento global. O nome crédito de carbono remete à idéia de que estamos retirando carbono da atmosfera. O aumento dos gases que contém esse elemento na atmosfera é a principal causa do aquecimento global.

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