Fábula

Fábula é o conjunto completo de ações e situações de uma narrativa, acrescido da compreensão das relações entre as partes desse conjunto.

Tipos de fábula

Aristotélica

Aristóteles foi o pioneiro no estudo da narratologia. Sua obra Arte Poética permanece até hoje como marco para a Retórica, a Mimética e para a teoria literária e teatral. Na Arte Poética, Aristóteles dá a receita da tragédia grega e lança os conceitos fundamentais da narratologia. A Arte Poética é um tratado de narratologia e também um tratado normativo de estética teatral.

Aristóteles propôs um modelo de fábula que pode ser resumido em duas regras básicas:

  • Unidade de tempo, ação e espaço.
  • Divisão em partes: prólogo, complicação, clímax, desenlace e epílogo.

Essas duas regras definem a fábula aristotélica. Para as outras questões da tragédia há outras definições.

narratologia


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A renovação da Retórica

É surpreendente a Retórica ter surgido pujante há mais de dois mil anos, numa época de parcos recursos de análise, que nem de longe se comparam aos que dispomos hoje. Mais surpreendente ainda é a hibernação milenar em que a Retórica ingressou após seu período áureo, mesmo sendo objeto de furiosa exegese e matéria de estudo das melhores cabeças por séculos.

Um fato é certo: a Retórica não está completa. Não se disse tudo que há para dizer e muito do que foi dito merece reparos. Considerando que matérias como a Lógica e a Lingüística, nascidas no mesmo berço que a Retórica, já atingiram o estatuto de ciência moderna, por que a Retórica não teve evolução relevante em tantos séculos? Por que só na segunda metade do século XX surgiram contribuições notáveis à Retórica?

Afinal, o que há de errado com a Retórica? Ela não é matéria digna de atenção? Algum preconceito esmagador paira sobre ela? A Retórica está intrinsecamente impedida de alcançar o estatuto de ciência?

Há quem diga que a evolução do conhecimento se dá por saltos qualitativos, por ruptura de paradigmas. Digo que isso é válido quando o conhecimento anterior tem alguma premissa refutável que abala suas fundações, o que me parece não ser o caso da Retórica. Mas há outros modos de progresso do conhecimento. Há o progresso por generalização, expurgo e também por desbravamento. É por essas vias que julgo possível um avanço do conhecimento da Retórica. Primeiramente generalizando-a,  não limitando-a à oratória da persuasão e do debate ou a mero apêndice da estética literária, mas estendendo-a até os seus limites naturais, o que inclui abordar desde o bate-papo no bar da esquina até o discurso filosófico mais denso, passando pelo jornalístico, didático, literário, etc.

Em segundo lugar, expurgar tudo que na Retórica venha de postulação estética ou moral e de tendências para a normatividade. Moral e estética sempre contaminaram a Retórica. Mesmo as tentativas mais recentes de revitalizá-la padecem desse mal.

E, finalmente, desbravamento. Nem todos os limites da Retórica foram demarcados. Há os que ainda não foram abordados.

Feitas as correções de rota necessárias, com certeza a Retórica ganhará novo  alento.