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Alfabeto romano (latino)

A escrita romana ou latina, criada para o latim da Roma Antiga, deu origem a inúmeras transcrições ortográficas contemporâneas, entre elas, a do português brasileiro. Essas transcrições têm em comum um conjunto de grafemas fonológicos, a que chamamos de alfabeto romano, latino ou ocidental. Esse alfabeto apresenta quatro variantes básicas de design representadas na tabela a seguir:

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Transcrições e ortografias

Chamamos de transcrição ao conjunto coeso e abrangente de regras de escrita que viabiliza a representação gráfica do discurso oral de pelo menos um idioma.

Transcrições ortográficas

Muitas transcrições foram criadas pelos povos ao longo da História, quase sempre voltadas para as necessidades de uma língua específica, tanto que é difícil dissociar, por exemplo, a escrita árabe da língua árabe ou a escrita chinesa do idioma chinês. A transcrição romana, associada ao latim, originou várias transcrições contemporâneas distintas, de modo que as regras de escrita do inglês diferem bastante das usadas em português, embora ambos os idiomas tenham adotado como ponto de partida as regras da escrita romana. Em princípio, um sistema de escrita não se vincula necessariamente a um idioma, ou mesmo a um país que adota determinado idioma, mas na prática, é difícil escrever um discurso criado em um idioma, usando as regras ortográficas de outro. Vamos exemplificar:

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Grafema

O grafema é a unidade formal mínima da escrita. Mínimo porque não pode ser desmembrado em dois ou mais sinais que também possam ser tratados como grafema. Formal porque é abstrato, não pode ser visto. O que vemos são as atualizações, indeterminadas em número, do grafema. Vamos entender o que queremos dizer com isso observando as imagens a seguir:

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A escrita

A escrita é um caso particular de linguagem gráfica. Especificamente, é uma linguagem gráfica de representação do discurso verbal. Em si, a escrita não é suficiente para expressar pensamentos e gerar mensagens. Essas tarefas cabem à língua, da qual a escrita é dependente. A rigor, a escrita é um sistema de tradução, transmissão e estocagem do discurso verbal em mídia gráfica.

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O escrito e o falado

O discurso oral e o escrito diferem entre si em vários pontos. Cada um deles tem especificidades inerentes ao fato de serem formas de expressão suportadas por mídias distintas. Os perfis de uso das duas formas são diferentes, cada uma tem sua própria trajetória histórica e o discurso oral tem valor social diferenciado do discurso escrito. Nenhuma dessas diferenças entre os dois tipos, porém,  deve ser usada pelo lingüista como justificativa para uma abordagem que privilegie esta ou aquela modalidade de expressão da língua. O lingüista deve dar tratamento uniforme às duas modalidades de expressão, permanecendo atento às especificidades de cada uma, mas sem que isso perturbe a imparcialidade da abordagem. Para o lingüista, o discurso escrito não é melhor nem pior que o falado e vice-versa. Eles diferem nas suas características mas são iguais em relevância para o pesquisador.

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