Rima

Genericamente, rima é toda semelhança fonológica entre as partes do discurso, é repetição fonológica. Alguns exemplos de rimas entre palavras:

  • Posteriores: rimalimaprima.
  • Anteriores: copocópulacópia.
  • Difusas: tártaroextratotratadotântalo.
  • Igualdade de métrica.
  • Igualdade quanto à colocação de acentos de intensidade.

    Veja também: Conjugador de verbos em Excel

    Para provar que existe lógica em nossa língua resolvi criar um conjugador de verbos em Excel. Baixe a planilha e use no celular ou no computador. Download Assista ao vídeo, veja como a planilha funciona e entenda melhor o nosso sistema de verbos.

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Retórica da Literatura

A Retórica  literária é a mais difícil de delimitar. Em literatura, mimetiza-se o formal e o informal, o espontâneo e o elaborado, o oratório, o jornalístico, a discussão, o colóquio e o debate. Assim, a Retórica da literatura nestes casos será a Retórica do jornalístico, do colóquio, do debate, etc.

O caráter literário de um discurso não está dado a priori de uma estética que o suporte. A literariedade não é uma atribuição unânime, líquida e certa, é definida obra a obra, autor a autor, escola a escola, época a época. Não está congelada no Olimpo das idéias platônicas à espera de um estudioso diligente que a resgate. O que é literário para uns pode ser o antípoda do literário para outros. Enfim, literariedade é questão de opinião. Nunca haverá acordo para definir universalmente o que é o literário. Felizmente é assim.

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Que fim levou a poesia?

A poesia é uma arte menor, não em importância ou prestígio, mas por conta de seus números escassos. São poucos os poetas genuínos e reduzido o público que consome obras de poesia. Eu já me ocupei de poesia no passado, tanto que mantinha umas páginas mofadas na Internet com versos meus, todos lavrados há mais dez anos. Na época em que publiquei aquelas páginas poéticas virtuais eu tinha a convicção que a Internet seria muito útil à poesia. Realmente, a Internet eliminou restrições impostas aos livros impressos de poesia, que no geral vendem muito pouco. O tempo passou e fui fazer outras coisas na vida. Enquanto isso, as páginas foram visitadas e fazendo as contas direitinho acredito que alcancei mais leitores em mídia digital do que conseguiria na tradicional pasta de celulose. Sim, a Internet foi boa para os poetas, mas a poesia continua sendo uma arte menor.

Recentemente, resolvi repaginar aqueles textos tortos publicados em estilo web 1.0. Transferi quase todos para uma área nova afinada com as tendências da web. Agora dá para comentar, avaliar, compartilhar, buscar por tags, enfim, a apresentação da obra ficou mais contemporânea. Depois da reformulação fiquei motivado para pesquisar como anda a arte poética tanto em meio digital como no tradicional. Visitando o Submarino.com.br descobri que apenas 2% das obras literárias vendidas lá estão na categoria poesia. Na Amazon.com a situação é bem melhor, são mais de 260.000 títulos na categoria poesia, o que representa cerca de 10% de todos os títulos literários à venda. Fazendo buscas na Internet fiquei com a impressão de que aquele boom poético do início do milênio perdeu a força. Boa parte das páginas que visitei estavam desatualizadas e com cara de web 1.0. A poesia digital estourou junto com a bolha da Web em 2000? Existem páginas dedicadas à poesia no Facebook e alguns poetas reconhecidos têm página lá também. Descobri, quem diria, vários aplicativos de poesia para celular.

Pois é, depois de indagar e investigar consolidei minha opinião de que a poesia está viva como sempre, prestigiada como sempre por quem gosta dela e continua sendo uma arte menor. Como sempre.

Meu site: Poesia

Edições esgotadas nunca mais

Se me perguntarem o que é melhor: livro de papel ou livro eletrônico, fico com os dois. Não porque me faça falta o doce contato sinestésico com a textura macia do sempre amigo livro. Da mesma forma não me considero um geek que adere a toda novidade tecnológica na primeira hora. Para que desejar o fim de uma ou outra mídia se ambas nos servem tão bem? A única coisa que lamento é que o livro eletrônico ainda engatinhe e vários problemas que ele resolveria ainda estão pendentes. Um desses problemas é o das edições esgotadas. Sugiro um teste aos leitores.

Logo abaixo há uma lista de vinte poetas brasileiros contemporâneos representativos que garimpei no site Jornal de Poesia. Não vou discutir a relevância da lista, mas  o que me parece evidente é que são 20 poetas de fato representativos. Escolhi uma lista de poetas para o teste dada a tradicional dificuldade de encontrar livros de poesia nas estantes das livrarias. Agora faça de conta que você é um interessado na poesia brasileira contemporânea que acaba de desembarcar no país. Você gostaria de conhecer os cinco livros mais importantes de cada poeta citado na lista. Ao todo você quer encontrar 100 livros. Faça uma busca pelas livrarias da sua cidade e veja o que encontra. Depois, tente outras táticas: vá às bibliotecas ao seu alcance, consulte as livrarias da Internet, contate diretamente as editoras ou percorra os sebos. Perceba que você vai se tornar praticamente um arqueólogo cultural. Será que no final da busca você conseguirá ultrapassar a marca de 50 livros? Eu fiz o teste numa das melhores livrarias aqui de Curitiba e encontrei 19 livros. Ressalvo que tamanho sucesso ocorreu porque dois autores da lista estavam presentes com livros de obra reunida. Se estivéssemos em plena era do e-book, que não se esgota, provavelmente eu não teria essa decepção além do que procurar na Internet é mais prático que peregrinar por livrarias, bibliotecas e editoras.

1º – Ferreira Gullar – 70 votos
2º – Ivan Junqueira – 56 votos
3º – Manoel de Barros – 56 votos
4º – Adélia Prado – 51 votos
5º – José Paulo Paes – 41 votos
6º – Haroldo de Campos – 41 votos
7º – Armando Freitas Filho – 40 votos
8º – Carlos Nejar – 40 votos
9º – Marly de Oliveira – 39 votos
10º – Augusto de Campos – 37 votos
11º – Affonso Romano de Sant’Anna – 37 votos
12º – Moacyr Felix – 37 votos
13º – Francisco Alvim – 36 votos
14º – Ruy Espinheira Filho – 36 votos
15º – Adriano Espínola – 35 votos
16º – Alexei Bueno – 33 votos
17º – Sebastião Uchoa Leite – 32 votos
18º – Lêdo Ivo – 30 votos
19º – Carlito Azevedo – 29 votos
20º – Bruno Tolentino – 28 votos

Teste para poetas

Você se considera poeta? Coletei em várias entrevistas com poetas que li ultimamente algumas perguntas típicas que são feitas a um escritor. Faça de conta que o entrevistado é você e veja se teria respostas consistentes a dar.

Quando você começou a se interessar por Literatura?

Quem são os melhores poetas do Brasil no momento e em todos os tempos?

O que é poesia?

Existe poesia sem poema ou poema sem poesia?

Qual a diferença entre poesia e prosa?

Letra de música é poesia?

Quais são as suas influências literárias e não literárias?

Você se considera pós moderno?

O que você acha de concretismo, modernismo, poesia participante, poesia maldita, poesia marginal e poesia para computador?

Você acredita em inspiração?

Que importância você dá à técnica, à formação cultural, à experiência de vida, ao domínio do idioma no fazer poético?

Poeta deveria se profissionalizar?

O mercado editorial maltrata o poeta?

Você usa ou usaria mídias alternativas para divulgar sua poesia?

O que a Internet vai trazer de bom e de ruim para a poesia?

O que deveria ser feito para melhorar a divulgação da poesia no Brasil?

Os meios de comunicação de massa contribuem para a divulgação da poesia?

Quais os temas dominantes no seu trabalho?

Se você ganhasse um crítico de presente, o que faria com ele?

Você se alinha a alguma corrente estética?

Poesia pode ser popular?

Quais são os seus planos literários para o futuro?

Poesia pode mudar o mundo?

A Poesia tem futuro?

Qual o papel do escritor na sociedade?

Que conselho você daria a um jovem poeta iniciante?