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Meu minimalismo: menos mídias físicas

Confesso: sou do tempo das mídias físicas. Livro era de papel, música era no disco preto com um buraco no meio e filme era em fita magnética que precisava rebobinar. Para os mais jovens essa discussão sobre mídias físicas é meio fora da casinha, afinal eles sabem que tudo vem da nuvem, até a chuva. Mas deixe-me explicar: sou do tempo em que a editora publicava um livro e se você quisesse ler tinha que comprá-lo, caso contrário a edição se esgotaria e nova chance só dali uns anos quando lançassem nova edição. Em função disso acumulei livros, discos e filmes ao longo da vida. A minha prova de fogo do minimalismo foi me desapegar das mídias físicas. Ainda tenho muitas comigo, mas vendi cerca de um terço do meu acervo até agora e continuarei me desfazendo até reduzir o estoque às peças de consulta frequente ou com valor sentimental. Entendo que a hora de passar a minha midiateca adiante é agora, enquanto ainda existem pessoas interessadas em mídias físicas e que podem fazer bom uso de um bem que já cumpriu seu papel quando estava em minhas mãos.

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Meu minimalismo: menos meios de pagamento

É fácil obter um cartão de pagamento, mas quase impossível cancelá-lo. A maioria das pessoas conhece essa verdade absoluta do mundo moderno, mesmo assim muitos acumulam meios de pagamento como se eles trouxessem riqueza e status. O resultado é previsível: custos altos de manutenção; dificuldade para controlar várias contas e o risco do endividamento.

O minimalismo deve se estender aos meios de pagamento: contas bancárias, cartões de crédito, cartões pré-pagos, aplicativos de pagamento, crédito rotativo de magazines, etc. Não sou radical a ponto de recomendar o escambo ou pagamento só em dinheiro vivo. No uso pessoal, por segurança e comodidade mantenho uma conta bancária com cartão múltiplo, ou seja, o mesmo cartão opera no débito ou crédito. Gostaria de me restringir ao débito, mas infelizmente em algumas situações o cartão de crédito ainda é necessário.

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Meu minimalismo: menos ruído digital

Vivemos na economia da atenção, ou seja, tem cada vez mais empresas disputando um bem precioso que é a sua atenção. Mantenha esse bem sob controle porque é seu. Tome as providências para que a sua atenção se volte apenas para o que realmente importa para você.

Menos apps. Quanto menos aplicativos você instalar no smartphone e no computador, melhor. Principalmente, aqueles que geram notificações, pois estes roubam sua atenção a qualquer momento sem cerimônia. Faça uma análise dos aplicativos instalados no seu dispositivo e remova sem dó os que não são essenciais. Lembre-se que aplicativos estão sempre se atualizando, consumindo dados, derrubando a performance do aparelho e, em muitos casos, importunando você desnecessariamente.

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Meu minimalismo: multifuncionalidade

Lembra daquele tempo em que havia só uma mesa na casa? Nela todos faziam as refeições, as crianças faziam a lição da escola e os adultos se reuniam para jogar canastra. Tempos minimalistas que não voltam mais. Um objeto, várias funções. Isso é multifuncionalidade.

Um minimalista preza a multifuncionalidade, mas o mercado detesta e tenta nos empurrar soluções hiper especializadas como espaço gourmet, sala íntima, sala de mídias, etc. Não, você não precisa de dez tipos de facas, seis tipos de copos nem três tipos de parafusadeiras. Provavelmente, não precisa de parafusadeira.

Pinheiro
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Meu minimalismo: sistema FIFO

Tenho visto vídeos de evangelistas do minimalismo dizendo que é preciso se desvencilhar das coisas que não usa há mais de um ano. Beleza. É isso aí. Mas a minha sugestão é outra: use o sistema FIFO. Quem é da área de logística conhece bem a regra: FIFO first in, first out ou PEPS primeiro que entra, primeiro que sai.

Se você tem muitas camisetas no guarda-roupas faça uma pilha e use sempre a que está no topo. As camisetas lavadas devem voltar à pilha pela parte de baixo. Com essa regra simples você vai girar todas as suas camisetas por igual. Nenhuma vai ficar mofando no guarda-roupas. Agora se na hora de usar a camiseta que está no topo você hesitar, talvez seja o caso de vende-la no brechó ou doá-la.

Flor saudade
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