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Pendurados por um fio

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 mulher ao telefone

Naquela época primitiva em que não havia Internet e possuir linha de telefone fixo era símbolo de status, os pais tinham uma grande preocupação em relação aos filhos, mais especificamente com as filhas adolescentes: evitar que elas ficassem penduradas no telefone por horas a fio, senão, a conta no final do mês batia no teto enquanto o pai batia as costas no chão ao abrir a fatura. Pois bem, as mocinhas tagarelas daquela época são as mães dos adolescentes de hoje e o problema delas agora é tirar seus filhos da frente  do computador com Internet. São muitos os argumentos usados para convencer os filhos:

— Vou ligar já para o seu pai.

— Você vai estragar a vista de tanto olhar para a tela.

— Vai jogar bola, pegar um ar, tomar um sol.

— Assim você perde o contato com a realidade.

— Arrume uma namorada.

Felizmente, nos dias de hoje podemos contar com empresas modernas e antenadas que resolvem esse conflito de gerações. Rangendo os dentes, assisti o novo comercial da Oi na TV e fiquei conhecendo o maravilhoso plano Velox que permite navegar pela Internet em banda larga além de permitir ligações ilimitadas no telefone fixo. Agora o adolescente pode ficar a vontade navegando e baixando coisinhas (a banda é larga) enquanto a mãe põe em dia a conversa com as amigas pelo telefone. Todo mundo fica feliz, inclusive o personagem oculto da história, o pai, que vai pagar uma conta baratinha no final do mês. É claro que o dia continua tendo apenas 24 horas e enquanto os dados fluem pelos fios a vida passa.

Agora vamos falar sério: cada geração comete seus excessos. Muitos  jogam videogame até ficar com LER e outros não largam o celular nem quando estão no volante. Para não falar só dos outros, lembro que na adolescência, eu assistia TV por horas a fio. Não é de hoje, portanto, que as pessoas viciam em meios de comunicação e o dependuramento em fios é um problema antigo. Por outro lado,  ninguém duvida que acesso barato à tecnologia é tudo de bom desde que apreciada com moderação. Ou como diria o ministro Hélio Costa das Comunicações, tem que “despendurar” de vez em quando, gente.

Veja o comercial da Oi.
Atenção: contem cenas fortes contra indicadas para pais estressados.

 

 

Última atualização ( Dom, 27 de Dezembro de 2009 13:11 )
 

A Wikipédia está se burocratizando?

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 wikipédia

A Wikipédia está perdendo editores em ritmo acelerado. Essa é a conclusão de um estudo conduzido pelo espanhol Felipe Ortega que analisou a dinâmica da edição de verbetes da Wikipédia em inglês. O estudo mostra que no primeiro trimestre de 2009 a enciclopédia perdeu 49.000 editores, um número 10 vezes maior ao do mesmo período do ano anterior. Os números são preocupantes e algumas teorias já surgiram para explicar o fenômeno.

Os amigos de Otimístio dizem que esse é um processo natural que se deve ao fato de boa parte dos verbetes da enciclopédia já estarem evoluídos e não há muito trabalho a fazer daqui em diante. Realmente, a versão inglesa da Wikipédia, a maior de todas, já conta com mais de 3 milhões de verbetes e os de maior relevância se encontram em um estágio de qualidade que não requer muita intervenção.

A turma liderada por Pessimístio, porém, tem outra explicação para a evasão de editores do projeto: A grande enciclopédia digital estaria aumentado gradativamente o rigor de seus procedimentos, o que desencoraja a participação de “turistas” no projeto.

Sou usuário da Wikipédia e estou satisfeito com a qualidade das informações que encontro lá. Por outro lado, tenho lido várias queixas na Internet de pessoas que relatam dificuldades para publicar contribuições. Segundo os queixosos, verbetes são apagados sem aviso sob alegação de irrelevância; outros são bloqueados pelos editores porque envolvem opiniões polêmicas. Segundo os críticos, o projeto que prometia ser um espaço aberto e democrático está agora sob o controle de uma igrejinha de editores ranzinzas que defendem uma visão particular da neutralidade enciclopédica. Será que a Wikipédia está envelhecendo? Certamente ela está se tornando venerável e esse processo de amadurecimento pode levá-la a uma nova dinâmica, que pode ser menos dinâmica do que gostaríamos. A minha sugestão é que todos, críticos e editores, visitem o verbete Teoria da burocracia. As burocracias, como mostrou Max Weber, não são um mal em si e podem contribuir para a saúde de grandes organismos como a Wikipedia. No entanto, é preciso tomar cuidados com os excessos. Só para registro, vou citar aqui algumas disfunções das burocracias citadas na Wikipédia:

  • Exagerado apego aos regulamentos.
  • Excesso de formalismo
  • Superconformidade às rotinas e procedimentos.
  • Exibição de sinais de autoridade.
  • Dificuldades no atendimento aos clientes e conflitos com o público.

 

Última atualização ( Dom, 27 de Dezembro de 2009 13:06 )
 

Quem precisa de blu-ray?

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 blu-ray logo

Vamos começar com a pergunta anterior: Para que serve o blu-ray? Infelizmente, os discos do raio azul ainda não têm boa parte das utilidades do seu antecessor, o DVD. No Brasil, até agora, os discos blu-ray servem para assistir filmes em alta definição (1080 linhas) e para jogar alguns games de terceira geração. A oferta de filmes nesse formato ainda é limitada e só é possível vê-los nas estantes das locadoras maiores ou em lojas da Internet. O tocador de blu-ray ainda é caro, mas pesquisando é possível encontrá-lo a preços abaixo de R$ 700,00. Alguns computadores top de linha vêm com leitor para esse tipo de disco e o console de videogame Playstation 3 também toca blu-ray. O lamentável é a pouca oferta de modelos de home theater com leitor de blu-ray. Vamos ser francos: se a ideia do blu-ray é atingir a melhor experiência ao assistir um filme, não adianta ter apenas o tocador se não der para ligá-lo a uma TV full HD e a um home theater de qualidade.

O consumidor consciente com preocupações ambientais reserva algumas críticas ao blu-ray. A primeira é o sucateamento programado das mídias. Há poucos anos atrás vimos o fim da fita VHS e agora é o DVD que está com os dias contados. Nada contra a evolução tecnológica, mas o problema é que a cada novidade que surge o consumidor é levado a renovar seus aparelhos e coleções muito antes do fim da vida útil desses bens. Outro problema que não é só do blu-ray é a falta de soluções integradas. Quem fizer uma compra completa de computador, console de videogame, tocador de blu-ray e TV full HD, pode ficar com três tocadores de blu-ray em casa. No mundo tecnológico ideal um tocador de blu-ray poderia servir vários aparelhos.

Quem precisa de blu-ray? Todo mundo, principalmente pessoas como eu que adoram cinema. Pena que ainda não chegou o dia da melhor compra.

Última atualização ( Dom, 27 de Dezembro de 2009 13:04 )
 

Quantos livros de papel um Kindle substitui?

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 kindle

O Kindle, leitor de livros digitais da Amazon tem memória para armazenar 1.500 livros, logo este é o número de livros de papel que ele substitui, certo? Que bom se fosse simples assim. Vamos para o mundo real: são poucas as pessoas que leem 1.500 livros ao longo de uma vida. Basta fazer um cálculo simples: se o leitor conseguir ler um livro por quinzena, o que é uma média realista, vai levar 57 anos para dar conta da biblioteca contida em um Kindle. Ninguém sabe se o Kindle dura 57 anos, mas como trata-se de um aparelho eletrônico é sensato supor que sua vida útil média gira em torno de dez anos. Vamos levar em conta também que o Kindle é um bem de uso pessoal. As pessoas não compartilham seu leitor digital por aí, exceto bibliotecas que adquirem aparelhos para emprestar ao seu público. Como o uso normal do Kindle é pessoal e intransferível, durante sua vida útil uns 260 livros serão lidos em sua tela. É um número interessante e se levarmos em conta que as pessoas adquirem muitos livros que não leem, a economia de papel do Kindle é maior ainda. Além disso, muitos jornais e revistas podem passar por ele durante sua vida útil e talvez aí esteja a maior economia de papel que esse aparelho pode propiciar. Sim, o Kindle substitui um volume considerável de papel mesmo como bem de uso individual  A natureza agradece. Se você pretende adquirir um leitor digital de livros, considere a possibilidade de compartilhá-lo com as pessoas próximas de você. Um e-book reader na mão de uma pessoa salva árvores, compartilhado entre várias pessoas, salva muito mais.

Última atualização ( Dom, 27 de Dezembro de 2009 13:01 )
 

Chegará o dia em que pagaremos para consultar o Google?

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 pagar pelo google?

Quando você liga para o serviço 102 atrás de um número telefônico, em muitos casos, é cobrado pela informação. Taí um exemplo de serviço de busca pago por informação cedida. Mas com o Google nunca vai acontecer uma barbaridade dessas, né? Não tenho bola de cristal, mas sei que tanto o Google como os outros grandes serviços da Internet são empresas que existem para o lucro. Recentemente, o Google propôs aos principais jornais americanos uma solução técnica de cobrança pelas notícias acessadas pela Internet. Trata-se de uma tentativa de amansar os diretores dos jornais americanos que andam estressados com o Google e discutem entre eles um modelo de cobrança de notícias distribuídas em meio eletrônico. Eles creem que só uma solução conjunta para a questão conseguiria emplacar salvando os jornais de supostos prejuízos que a Internet está lhes causando. A solução dos jornais envolve bloquear parcialmente o acesso do Google às informações. O Google, que leva os usuários até as notícias, tem interesse em evitar o bloqueio e quer participar do processo. Representante da empresa declarou que a Internet vai continuar livre, mas não necessariamente gratuita.

A lenda da gratuidade da Internet pode desaparecer mais cedo do que se imagina, mas vamos ser honestos: não existe Internet grátis. O que existe é uma Internet paga por outros meios. Quando você acessa o Google gratuitamente, a conta está sendo paga pelos anunciantes que vão cobrá-la quando você adquirir os produtos deles. Atualmente, o Google está satisfeito com as suas receitas publicitárias, mas sabe como é: lucro nunca é demais. Vai chegar a hora em que vai dar uma coceira danada de cobrar pelos serviços. Para isso acontecer é preciso mudar a percepção das pessoas sobre os serviços da web. Pagar ou não pagar é uma questão de cultura, que pode ser mudada com o auxílio dos gênios do marketing. A TV aberta é grátis há mais de 50 anos, mas isso só acontece porque não existe um meio de cobrar pelas ondas que cruzam livremente o céu azul. Com a TV a cabo a história é outra. Ela já nasceu paga porque sua infra-estrutura envolve cabos e códigos que permitem um modelo de cobrança. A Internet também permite cobrança baseada em usuários registrados, assinaturas, etc. Se a possibilidade existe, será posta em prática cedo ou tarde. No mundo do futuro, talvez o seu orçamento doméstico inclua novos itens essenciais como assinatura digital de notícias e de vídeos. Vai dar cada briga em casa! Quem foi que gastou mais de 3 milheiros de pesquisas no Google esse mês? Esse modelo, em si não é bom ou ruim. É tudo uma questão de decidir como o custo do serviço será financiado. Eu não faço questão de Internet aparentemente grátis, quero apenas preço justo, Isso sim é sonhar alto.

Última atualização ( Dom, 27 de Dezembro de 2009 12:58 )
 


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