Sentidos

O estudo do sentido em Lingüística tem uma dimensão filosófica, mas no momento o que vai nos ocupar é a distinção entre alguns tipos relevantes de sentido.

Sentidos próprio e figurado

Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em ‘Maria é uma flor’ diz-se que ‘flor’ tem um sentido próprio e um sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: ‘parte do vegetal que gera a semente’. O sentido figurado é o mesmo de ‘Maria, mulher bela, etc.’ O sentido próprio, na acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo.


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Alegoria

A alegoria se assemelha à metáfora em muitos pontos. Poderia até ser considerada uma metáfora do tipo III. Resolvemos considerá-la isoladamente em função de sua relevância e particularidades.

Alegoria contextualizada

Intuitivamente, a alegoria contextualizada ocorre quando um enunciado passível de leitura imediata transmite um significado impróprio ou deslocado do contexto extraverbal em que é lançado, fazendo o receptor pensar num segundo enunciado apropriado ao contexto que tenha com o primeiro uma relação de similaridade.

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Editoriais

Para esgotar o assunto edição é necessário invadir a jurisdição alheia, pois edição é técnica e arte, uma arte plástica e para esgotá-la seria necessário também abordar questões como composição, harmonia, proporção, simetria, taxa de informação, etc. Na medida do possível não vamos tocar em questões ligadas exclusivamente ao domínio das artes plásticas.

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Elipse

Genericamente, elipse é a supressão de uma parte do discurso que pode ser prevista no contexto. A elipse ocorre em vários níveis do discurso, tais como:

  • Ortográfico: abreviaturas, siglas, aspas na construção de colunas.
  • Morfológico: elisões: ‘Zé’ por ‘José’, ‘pneu’ por ‘pneumático’. De morfemas presos: ‘mono, di e trissílabos’, ‘otorrinolaringologista’.
  • Mimético: suprimir passagens da narrativa.
  • Lógico: suprimir passagens de uma seqüência de implicações.

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Entoativos e gestuais

No discurso falado, três códigos se sobrepõem: a língua, a linguagem entoativa e a linguagem gestual. É discutível a separação entre língua e entoação, mas vamos mantê-la por questão metodológica.

Entoação é o que resulta da definição do timbre, da altura, da intensidade e da duração dos sons da fala.

O gestual resulta da postura, da fisionomia e dos gestos.

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