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Que fim levou a poesia?

A poesia é uma arte menor, não em importância ou prestígio, mas por conta de seus números escassos. São poucos os poetas genuínos e reduzido o público que consome obras de poesia. Eu já me ocupei de poesia no passado, tanto que mantinha umas páginas mofadas na Internet com versos meus, todos lavrados há mais dez anos. Na época em que publiquei aquelas páginas poéticas virtuais eu tinha a convicção que a Internet seria muito útil à poesia. Realmente, a Internet eliminou restrições impostas aos livros impressos de poesia, que no geral vendem muito pouco. O tempo passou e fui fazer outras coisas na vida. Enquanto isso, as páginas foram visitadas e fazendo as contas direitinho acredito que alcancei mais leitores em mídia digital do que conseguiria na tradicional pasta de celulose. Sim, a Internet foi boa para os poetas, mas a poesia continua sendo uma arte menor.

Recentemente, resolvi repaginar aqueles textos tortos publicados em estilo web 1.0. Transferi quase todos para uma área nova afinada com as tendências da web. Agora dá para comentar, avaliar, compartilhar, buscar por tags, enfim, a apresentação da obra ficou mais contemporânea. Depois da reformulação fiquei motivado para pesquisar como anda a arte poética tanto em meio digital como no tradicional. Visitando o Submarino.com.br descobri que apenas 2% das obras literárias vendidas lá estão na categoria poesia. Na Amazon.com a situação é bem melhor, são mais de 260.000 títulos na categoria poesia, o que representa cerca de 10% de todos os títulos literários à venda. Fazendo buscas na Internet fiquei com a impressão de que aquele boom poético do início do milênio perdeu a força. Boa parte das páginas que visitei estavam desatualizadas e com cara de web 1.0. A poesia digital estourou junto com a bolha da Web em 2000? Existem páginas dedicadas à poesia no Facebook e alguns poetas reconhecidos têm página lá também. Descobri, quem diria, vários aplicativos de poesia para celular.

Pois é, depois de indagar e investigar consolidei minha opinião de que a poesia está viva como sempre, prestigiada como sempre por quem gosta dela e continua sendo uma arte menor. Como sempre.

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