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Ponte JK

Pontes nos levam à ideia de superação. Do ponto de vista da arquitetura nos encantamos com a superação de obstáculos naturais, tecnológicos e estéticos. Gostamos de pontes que vencem grandes vãos, que se assentam sobre terreno inóspito, que se projetam a grandes alturas e que vão até os limites da técnica. Melhor ainda se além de tudo, se destacarem pela beleza. É o caso da Ponte JK (Juscelino Kubitschek) em Brasília. Com 1.200 metros de extensão, vãos livres com até 240 metros a pista dessa ponte pênsil parece flutuar sobre o lago Paranoá. Seus três arcos de aço sugerem os saltos em trajetória parabólica de uma pedra arremessada contra a linha da água.

Ponte JK em Brasília

O posicionamento dos arcos transversais à pista e alternados entre si perturbam o olhar de quem espera a simetria monótona. Quem cruza a ponte em cada ponto da travessia se defronta com uma perspectiva inusitada. Um projeto com as características da Ponte JK, com toda sua complexidade só foi possível, provavelmente, graças ao cálculo estrutural auxiliado por computador. É a informática dando asas para a imaginação dos arquitetos. A ponte não é a maior do mundo, nem tem o maior vão ou a maior altura, mas é forte concorrente ao título de mais bela.

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Casa das canoas

Quando Oscar Niemeyer projetou a própria casa assumiu alguns pressupostos. Nesse projeto Niemeyer adotou princípios do modernismo e os complementou com outros da arquitetura orgânica. Um deles era respeitar o entorno e, por isso, a casa se adapta ao terreno e não o contrário. Impossível não perceber a grande pedra que aflora diante piscina da casa, que estava lá muito antes da casa ser construída e que foi envolvida pelo projeto tornando-se parte dele. A flexibilidade de projeto exigida por Niemeyer foi conseguida em parte graças ao uso da cobertura plana. A laje plana de concreto segue um desenho orgânico que lembra elementos da natureza como as formas de um lago ou curvas de nível de um terreno acidentado.

Casa das canoas - Rio de Janeiro

O estilo modernista de Niemeyer está presente em todos os detalhes da obra: concreto armado, lajes suspensas sobre pilares esguios, grandes áreas envidraçadas, despojamento, ausência de elementos decorativos, curvas orgânicas, valorização dos espaços amplos, mobília minimalista e esculturas para valorizar o projeto.

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Catedral de Brasília

A catedral de Brasília foi um dos primeiros prédios projetados por Oscar Niemeyer a ser inaugurado em Brasília. Com essa e outras obras criadas por Niemeyer, Brasília passou a ser reconhecida como ícone do modernismo arquitetônico brasileiro. A catedral tem elementos típicos da arquitetura de Niemeyer: concreto armado aparente, simplicidade, curvas harmoniosas, ousadia estrutural e formas arrojadas.

Catedral de Brasília


A Catedral de Brasília encanta os fieis e visitantes em muitos detalhes.  Quando chega à catedral, o visitante passa por estátuas gigantes em bronze dos quatro evangelistas que formam um corredor. Estranhamente, a disposição das esculturas é três à esquerda e um a direita, uma assimetria que chama a atenção. O acesso ao interior da igreja é feito por uma rampa descendente, pois o piso da nave está abaixo do nível do terreno. Entrando na igreja o visitante vê a nave sempre inundada de luz abundante que entra pelos vitrais que rodeiam os fieis em 360 graus. Sem dúvida um contraste em relação às escuras catedrais do passado. Olhando para cima vemos três grandes esculturas em duralumínio de anjos suspensas por finos cabos de aço que nos dão a impressão de estarem voando. Luz abundante em tons variados, anjos voando, pilares que se erguem para o céu, revestimentos em mármore branco, tapete vermelho; sem dúvida um ambiente místico que conduz à meditação.

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Tropa de elite

Faca na caveira, nada na carteira

Direção de José Padilha
2007 : Brasil : 89 min
Com Wagner Moura (Capitão Nascimento),
André Ramiro (Aspirante André),
Caio Junqueira (Aspirante Neto),
Milhem Cortaz (Capitão Fábio),
Fábio Lago (Baiano) e
Fernanda Machado (Maria) .

Não tem lado bom nessa história em que o bandido é bandido, a polícia militar tem corrupção no DNA, os favelados colaboram com o crime, a classe média financia o tráfico e a tropa de elite faz justiça a bala. Nessa terra de ninguém, cada um desempenha o papel que lhe cabe criando o equilíbrio dinâmico da violência.

Capitão Nascimento lidera um grupo do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) na cidade do Rio de Janeiro. Com seus homens, ele realiza missões de alto risco com enfrentamento direto a traficantes em condições típicas de guerrilha urbana. Nascimento está na função há dez anos e quer deixar o cargo porque vai ser pai e não agüenta mais a pressão do trabalho. Para isso, precisa encontrar um substituto à altura. O filme conta a história da formação desse novo guerreiro.

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