Adivinhe quem vem para jantar

Racismo na mesa do jantar

Guess who’s coming to dinner
Direção de Stanley Kramer
1967 : EUA :  103 min
Com  Spencer Tracy (Matt Drayton) ,
Sidney Poitier (John Prentice)
Katharine Hepburn (Christina Drayton)
e Katharine Houghton (Joanna Drayton)

É impressionante como esse filme suave consegue falar sobre racismo de forma tão contundente. Não sei onde formei a opinião de que filmes com esse tema exigem um clima tenso, mas em Adivinhe quem vem para jantar tudo transcorre de forma, digamos, civilizada e talvez aí esteja a sua força.

John (Sidney Poitier) e Joanna (Katharine Hougthon) se conheceram durante uma viagem, em pouco tempo se apaixonaram irreversivelmente e agora querem se casar o mais breve possível. O filme começa com o casal de pombinhos chegando de surpresa à casa da moça. Ela quer apresentar o novo namorado aos pais e falar com eles sobre a idéia do casamento. Joanna é uma moça refinada e jovial e John um médico viúvo com um currículo invejável. Os pais da moça são pessoas instruídas, bem sucedidas e liberais. Só há um probleminha que ninguém quer mencionar com todas as letras: ela é branca e ele, negro.


Veja também: Planilha de filmes para cinéfilos

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Marty

Tímido, desajeitado, feio e … adorável

Marty
Direção de Delbert Man
1955 : EUA : 91 min : branco e preto
Com Ernest Borgnine (Marty Piletti),
Batsy Blair (Clara Snyder) e
Esther Minciotti (Sra. Piletti)

Provinciano? Sim, é um filme sobre pessoas simples de ideais simples, provincianas enfim. Resta saber se a mensagem do filme é provinciana também. Pode ser, mas talvez aí esteja a sua força, afinal é impossível não torcer pelo simpático gorducho.

Quase toda boa história começa com uma situação inverossímil. Marty é um solteirão de 34 anos, mas não por opção. Ele sempre quis constituir família, porém não consegue e aí está o problema. Ele é simpático, boa praça, responsável e respeita as pessoas. Não dá para crer que com esse elenco de qualidades ainda não tenha arrumado uma esposa. Marty acredita que o problema é com ele e que não consegue noiva porque é tímido, desajeitado e feio e daí vem o tema do filme: o dilema de se deixar levar pela superficialidade do grupo ou seguir o que o próprio julgamento manda. Marty sabe no seu íntimo quais são as qualidades indispensáveis a quem quer se casar. Os seus amigos, no entanto, preferem a farra, as moças bonitas e fáceis e acreditam que sair com moças feias compromete a imagem do sujeito.

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Sete noivas para sete irmãos

Sete noivas, sete irmãos, muita confusão e diversão garantida

Seven brides for seven brothers
Direção de Stanley Donen
1954 : EUA : 102 min
Com Betty Carr e Howard Keel.
Música de Gene de Paul e Saul Chaplin
Coreografia de Michael Kidd

Em uma cabana nas montanhas do Oregon, nos tempos da colonização, sete irmãos solteiros levam uma vida simples e rude. Um belo dia, o irmão mais velho se casa e traz a mulher para morar no rancho da família. Isso põe em movimento os motores vitais dos outros seis irmãos que também decidem casar. Para tanto, contam com o auxílio da cunhada que tenta lhes ensinar boas maneiras. Em um dia de festa, todos vão à cidade e os rapazes passam a cortejar as mocinhas disponíveis. Infelizmente, os almofadinhas da cidade também estão empenhados em conquistar as moçoilas e os irmãos optam por uma solução radical: raptar seis adoráveis virgens. Sim, sim, essa é uma história sobre os bons tempos em que homens raptavam noivas e as levavam para morar em uma cabana nas montanhas. Por favor, senhores politicamente corretos, encarem isso como uma necessária transgressão juvenil, como um rito de passagem em que garotos se transformam em homens. Se lhes servir de consolo, o filme preza a moral e os bons costumes, ou seja, para dar beijinho, primeiro tem que casar.

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