Alien o oitavo passageiro

Futuro primitivo

Alien
Direção de Ridley Scott
1979 : EUA :  116 min
Com Tom Skerrett (Dallas)
Sigourney Weaver (Ripley),
Ian Holm (Ash) e
John Hurt(Kane)
Site oficial: www.alien-movies.com

Há milhares de anos, os contadores de histórias reuniam os membros da tribo à noite em volta da fogueira e falavam sobre aventuras mágicas onde o homem se defrontava com feras terríveis, civilizações exóticas, situações de perigo extremo e medo absoluto diante do mundo desconhecido. O que Ridley Scott fez com maestria em Alien, foi transpor esse ancestral fascínio pelo perigo desconhecido para um ambiente futurista.

Alien mistura na dose certa ficção, terror e suspense. O medo é o motor do filme e Ridley Scott é da boa escola dos diretores maniqueístas, portanto quando um alienígena é mau, ele é absolutamente mau. Prepare-se para uma luta de sobrevivência na selva galáctica, pois o inimigo é astuto e obcecado pela idéia de exterminar seus adversários, no caso, os humanos.


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Perfume – a história de um assassino

O perfume da alma humana

The story of a murderer
Direção de Tom Tykwer
2006 : Alemanha: 147 min
Com Ben Wishaw (Jean-Baptiste Grenouille),
Dustin Hofmann (Giuseppe Baldini) e
Alan Rickman (Antoine Richs).

Toda vez que assisto O perfume fico encasquetado, o filme me incomoda, me provoca. Minha mente cartesiana de engenheiro quer interpretações claras, mas o filme tem seus mistérios, sua atmosfera simbólica que evoca impressões vagas como faria um perfume complexo.

O perfume nos conta a história de Jean-Baptiste Grenouille, um sinistro perfumista que teria vivido na França do século XVIII. Não há problema em revelar que Grenouille era um assassino, pois o filme começa com a leitura de sua sentença de morte. A capacidade dele para captar aromas era tão desenvolvida que se tornou a principal via, às vezes única, pela qual ele conhecia o mundo. Sua incrível acuidade olfativa contrastava com uma ausência quase total de outras qualidades. O rapaz era basicamente o seu nariz e isso o transformou em um solitário excêntrico que deixava os outros perturbados. Por crueldade do destino Grenouille, dono do melhor olfato do mundo, nasceu em meio às vísceras do mercado do peixe de Paris. A vida de Grenouille foi marcada pelo sofrimento e pela rejeição, o que pode tê-lo deixado duro e insensível. Grenouille cresceu em um orfanato miserável e ainda muito jovem foi vendido para trabalhar em um curtume. Apesar das provações, Grenouille parecia predestinado. Durante toda a infância e juventude, Jean-Baptiste viveu cercado pelos piores fedores, mas isso não era um problema para ele, porque seu objetivo era colecionar na memória todos os odores do mundo, independente de serem agradáveis ou fétidos.

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Seven

O martírio como espetáculo

Se7en
Direção de David Fincher
1995 : EUA : 128 min
Com Morgan Freeman (Somerset),
Brad Pitt (Mills),
Gwyneth Paltrow (Tracy) e
Kevin Spacey

As cenas iniciais nos mostram o velho detetive Somerset se preparando para ir ao trabalho. A colcha impecavelmente alisada, os objetos pessoais alinhados sobre a cômoda. Um homem metódico e solitário, diferente de seu novo parceiro, o impetuoso e afoito Mills (Brad Pitt) que nunca desfaz o nó da gravata e vive em conflito com sua bela mulher (Gwyneth Paltrow). Falta pouco para Somerset se aposentar e Mills está chegando à cidade grande disposto a conquistar espaço. O destino lhes reserva um caso difícil e logo surge uma aversão mútua entre os dois, no entanto, veremos que eles são opostos que se complementam: a experiência de um e o vigor do outro; o altruísmo do jovem e o ceticismo do velho; racionalidade de Somerset e a impulsividade de Mills.

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O albergue

Doentio, maldito e cult

Hostel
Direção de Eli Roth
2005 : EUA : 95 min
Com Jay Hernandez e
Barbara Nadeljakova.

Esse filme já entrou na lista dos mais violentos de todos os tempos e tem boas chances de encabeçá-la. É claro que existe violência e violência. As pessoas de bom senso repelem apenas os filmes com violência gratuita e glamourizada. Sob circunstâncias apropriadas, a violência pode levar à reflexão, mas é difícil dizer em que categoria se enquadra O Albergue. Sua violência é estúpida ou tem dimensão filosófica? O diretor Eli Roth se diz satisfeito em ver os espectadores com o estômago revirado por causa do filme e que seu objetivo era esse mesmo. Eu, como membro do grupo dos estômagos revirados, confesso que fechei os olhos em algumas cenas e que passei o dia seguinte com o apetite estragado e com algumas imagens me atormentando. Talvez por ser tão chocante, O Albergue acabe nos forçando à reflexão.

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