Os 256 melhores filmes que já vi

Seguindo minha compulsão por filmes e listas, aí vai minha lista de 256 filmes que mais gostei até agora. Clique nos filmes que têm link para ver as resenhas.

Você também pode ver esta lista no iMDB com mais detalhes clicando aqui.

melhores filmes

Gravidade
Alfonso Cuaron . 2013 . Ficção

007 Operação Skyfall
Sam Mendes . 2012 . Ação

A vida de Pi
Ang Lee . 2012 . Aventura

O grande Gatsby
Baz Luhrmann . 2012 . Drama

O voo
Robert Zemeckis . 2012 . Drama

A invenção de Hugo Cabret
Martin Scorsese . 2011 . Drama

Deixe-me entrar
Matt Reeves . 2010 . Terror

Ilha do medo
Martin Scorsese . 2010 . Drama

Incêndios
Denis Vileneuve . 2010 . Drama

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12 homens e uma sentença

A justiça em julgamento

Twelve angry men
Direção de Sidney Lumet
1957 : EUA : 96 min : preto e branco
Com Henry Fonda (jurado nº 8),
Lee J. Cobb (jurado nº 3) e
Ed Begley (jurado nº 10).

Em filmes sobre julgamentos em tribunal, geralmente, o espectador sabe de antemão se o réu é inocente ou culpado. A questão se resume em torcer pelo surgimento das provas para que se faça justiça. Em Doze homens, o problema é outro. O réu já passou por julgamento, as provas já foram apresentadas e cabe ao júri dar o veredicto. Nesse filme sem mulheres; como o nome sugere são doze homens em cena; aparentemente o caso está liquidado. Os doze jurados, que não se conhecem, entram na sala do júri em um final de dia muito quente, o que será um ingrediente a mais para aumentar a tensão entre eles, e só podem sair de lá com um veredicto unânime. Caso o resultado seja guilty, a pena para o réu será a cadeira elétrica. Todos pensam que será uma decisão rápida porque as provas contra o réu parecem bem contundentes. Começa a votação e o resultado é onze a um pela condenação. Apenas o jurado número 8 (Henry Fonda) discorda do grupo. Nesse momento se ata o nó da ação.

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21 gramas

Sensibilidade em estado puro


21 grams
Direção de Alejandro Gonzalez-Iñárritu
2003 : EUA : 125 min
Com Sean Penn (Paul),
Benicio Del Toro (Jack) e
Naomi Watts (Christina)
Site oficial: www.21-grams.com

São muitos os filmes que têm a morte como tema. Em alguns, ela é conseqüência da guerra, em outros, da ganância do ser humano. Às vezes, a morte acontece nos filmes pelo enfrentamento do homem contra a natureza. Pois bem, em 21 gramas a morte resulta de um acidente automobilístico, desses que a imprensa nos mostra diariamente. Confesso que tinha em mim a idéia de que um acidente de carro é uma fatalidade da vida cotidiana e que não há muito o que fazer ou refletir nesses casos. Mas 21 gramas me obrigou a rever esse preconceito. A morte é aquilo que é, independente das circunstâncias em que ocorre e os vivos convivem com ela não como querem, mas como podem.

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A malvada

Uma estrela cai, outra estrela sobe

All about Eve
Direção de Joseph Mankiewicz
1950 : EUA : 138 min : preto e branco
Com Bette Davis (Margo)
Anne Baxter (Norma Desmonds) e
George Sanders (Addison)

O título em português não caiu muito bem, até porque é possível identificar mais de uma malvada no filme. Malvadas? Talvez sim, talvez não. Ambiciosas, dissimuladas, talentosas, geniosas, carentes, obstinadas, sensíveis, venenosas, Eve (Anne Baxter) e Margo (Bette Davis) são parecidas em muitos aspectos. Uma está chegando ao estrelato como atriz teatral e a outra se preparando para deixá-lo. O mestre Mankewicz nos mostra a ascensão e queda das divas e, por que não dizer, de todos que experimentam o fugaz sabor da celebridade.

O filme começa com uma cerimônia em que Eve recebe o prêmio de melhor performance teatral do ano. Em seguida, retornamos no tempo para ver como tudo começou. Eve é fã incondicional de Margo, a quem idolatra como atriz. Sua admiração persistente pela diva do teatro, seus modos encantadores, sua história comovente e sua suavidade permitem que Eve acesse o círculo íntimo de Margo. Rapidamente Eve conquista a simpatia de todos até que a intuição feminina de Margo começa a emitir alertas de invasão de território. O que veremos na seqüência será uma batalha renhida de sutis manipulações em que o objetivo final da fêmea mais nova é ocupar o lugar da fêmea dominante que já dá sinais de fadiga.

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A mulher faz o homem

O escoteiro encontra as raposas

Mr. Smith goes to Washington
Direção de Frank Capra
1939 : EUA :  129 min : branco e preto
Com James Stewart (Mr. Smith),
Jean Arthur (Clarissa),
Claude Rains (Senador Paine) e
Edward Arnold (Jim Taylor)

Somente escoteiros mirins acreditariam na existência de políticos como o senador Smith. Ele é honesto, idealista e tem uma incrível disposição para lutar pelo que acha correto. Está certo que ele é um caipira ingênuo que caiu no ninho das velhas raposas de Washington, mas os filmes de Frank Capra são assim: falam sobre pessoas simples com valores simples.

Mr. Smith (James Stewart) foi designado para o senado americano após a morte do titular da cadeira. O governador que o indicou queria apenas um fantoche para terminar o mandato que não atrapalhasse os planos dos donos do poder local. Mr. Smith foi para Washington e ficou deslumbrado com todos aqueles símbolos patrióticos que ele só conhecia através dos livros escolares. Os problemas começaram para ele quando resolveu apresentar um projeto no senado. Sua intenção era construir um acampamento para escoteiros no seu estado natal. Até aí, nada de errado, mas infelizmente, seu projeto seria erguido em uma área que o poderoso magnata Jim Taylor (Edward Arnold) queria inundar com a construção de uma represa. O senador Smith, que até então só divertia os jornalistas políticos com sua ingenuidade, passou a ser uma pedra no sapato do homem mais poderoso de seu estado. Só vendo o filme para saber como Mr. Smith enfrenta a confusão.

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