Sintagmas da língua portuguesa

Os sintagmas são as unidades formais mínimas da sintaxe, ou seja, são as unidades que interagindo entre si formam as frases . Sintagmas são irredutíveis, quer dizer: não podem ser decompostos em trechos menores de discurso sem que percam a sua função sintática original. Aqui vamos relacionar e descrever os sintagmas da língua portuguesa.

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Essa língua portuguesa!

A língua portuguesa não é para fracos. São tantos detalhes e exceções que resolvi fazer essa postagem com algumas irritantes (hilárias?) particularidades do nosso idioma.

Elétron ou electrão? Próton ou protão?

Fiz umas pesquisas sobre partículas elementares e acabei na Wikipedia. Eu gosto da grande enciclopédia colaborativa mas acho uma chatice quando os verbetes da Wikipedia em português ficam povoados por aquelas referências duplas ao português PT e BR. Nos assuntos ligados à Química aparecem inevitavelmente textos do tipo: … porque os elétrons (português brasileiro) ou também chamados electrões (português de Portugal)…
Mas, bah tchê (pt-br-rs) ou oxente (pt-br-ne) ou ó raios (pt-pt). Será que não dá para passar sem esse zelo politicamente correto? E agora que fiquei indignado vou além: será que existe só o português PT e o português BR? Ninguém vai levar em conta o português da Guiné-Bissau, de Moçambique ou do Timor Leste que, com toda certeza, se diferenciam dos dois PTs dominantes? Bem, é melhor ficar quieto senão logo os chatos de plantão vão querer escrever os textos da Wikipedia PT com todas as variantes possíveis dos 9 países da comunidade lusófona.

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Essa reforma ortográfica!

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrou em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2009. Na primeira fase da implantação que durou três anos os textos podiam ser escritos tanto na ortografia nova como na anterior. A partir de 2012 a ortografia nova tornou-se obrigatória em documentos do governo, material didático para o ensino regular, concursos públicos e vestibulares.

A implantação da reforma custou trabalho e dinheiro. Primeiro, entender e assimilar a reforma. Depois, a revisão dos textos nas estantes, na Internet, nas placas, nos rótulos, etc. Os professores tiveram que se reciclar, alunos tiveram que estudar mais. Tudo isso para quê? Para unificar a ortografia da língua portuguesa no mundo, ora. Vá lá, isso é importante, mas ainda não será dessa vez que ficará mais fácil escrever corretamente o português. As novas regras não simplificam nossa vida em nada nadica. Se no futuro alguém voltar com a ideia de reforma ortográfica espero que terceirizem o projeto e contratem uma empresa para pô-lo em prática. Reforma ortográfica é um assunto que envolve muito dinheiro para ficar na mão de acadêmicos e letrados.

Feitas as devidas lamentações vamos a algumas curiosidades sobre a reforma.

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Todos os verbos abundantes

Na gramática tradicional chamamos abundantes os verbos que apresentam mais de uma flexão válida para o mesmo tempo verbal. O caso típico é a abundância do particípio quando apresenta as formas regular e irregular.

Não há uma regra que permita dizer quando o verbo é abundante. É preciso convívio com a língua para dominar essa particularidade do sistema verbal. Os dois casos de particípio, quando ocorrem não são equivalentes. Cada um é usado em situações específicas definidas pela norma culta.

O particípio regular é usado no tempo composto do modelo TER/HAVER + particípio como em:

Tem aceitado.

Havia aceitado.

O particípio irregular usa-se com o tempo composto do modelo SER/ESTAR + particípio como em:

Foi aceito.

Será aceito.

Em muitos casos a variante irregular se forma pela eliminação de parte do sufixo flexivo, especificamente sua parte inicial. Assim, acei-tad-o se reduz a aceit-o.  Essa solução é mais usada com verbos de final AR.

Também é comum um fonema novo substituir parte da forma regular como em ace-ndid-o que muda para ace-s-o ou ben-zid-o que muda para ben-t-o.

Verbos abundantes

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