O mito do jornalismo imparcial

Não existe jornalismo imparcial, neutro, insosso, inodoro, que não puxa nem para um lado nem para ou outro. A ideia do jornalismo imparcial é um delírio, talvez uma jogada de marketing para melhorar a credibilidade e a audiência de algum grupo de mídia. A imparcialidade jornalística é corroída nos detalhes e nas sutilezas. Veja uma lista de artifícios que a mídia lança mão para manipular o usuário sem que ele perceba.


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Os países mais ricos do mundo

A informação mais usada para medir a riqueza de um país é o seu PIB (produto interno bruto) que representa a soma de todas as riquezas produzidas no país durante um ano. Para comparar a riqueza entre países adota-se uma moeda comum: o dólar americano. No entanto, há duas abordagens a considerar: dólar nominal e dólar PPC.

Dólar nominal: Nessa abordagem o PIB é calculado usando o preços dos bens e serviços produzidos convertidos em dólar pela cotação oficial. Essa métrica é objetiva, mas nem sempre funciona para dimensionar o poder de compra do montante calculado. Como a cotação do dólar flutua ao sabor da economia internacional ou de particularidades locais a cotação oficial do dólar geralmente não dá ideia precisa de quanta riqueza o país produziu.

Dólar corrigido por PPC: o método PPC consiste em adotar uma cotação para o dólar que melhor represente o poder aquisitivo do PIB. Seria como estabelecer uma cotação ideal para o dólar de tal forma que o poder aquisitivo da conversão se preserve, ou seja, ao trocar reais por dólar na cotação PPC o cidadão preservaria o poder de compra do seu dinheiro, compraria os mesmos bens no Brasil ou nos EUA.

PIB per capita. Além do PIB total é uma boa ideia analisar o PIB per capita. Basta dividir o PIB total do país pela sua população. Essa informação nos dá uma ideia de quanta riqueza é gerada por cada habitante do país.

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A arte de escrever em tempos de Internet

Com o advento dos blogs, as pessoas estão escrevendo mais, embora pior. Quem disse isso foi o Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, ele mesmo blogueiro. Depois de ler essa declaração forte do Saramago fui direto ao blog dele conferir se a opinião se aplicava aos posts que ele mesmo produzia. Que nada! O blog desse polemicista era muito ativo e a qualidade dos textos, impecável. Saramago nos esclarece: a facilidade com que se produz um blog leva mais pessoas a escrever, embora muitos não se preocupem em publicar textos burilados. Ele, Saramago, tratava seus posts com o mesmo rigor de seus romances. Eis um bom exemplo para se refletir sobre esse gênero novo de escrita em que a instantaneidade e a urgência às vezes são confundidas com improviso e afobação.

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O futuro incerto do nosso passado digital

Paul Carr em artigo do blog TechCrunch dá um conselho às pessoas que desejam preservar a sua história pessoal: parem de escrever e-mails e mensagens em redes sociais e voltem a escrever cartas enviadas pelo correio. Concordo com Paul quanto ao potencial de uma carta em papel para resistir por muitas décadas como prova material de nossas experiências passadas, virtude que os meios eletrônicos voláteis ainda não demonstraram. O problema é que se voltarmos a escrever cartas para registrar os momentos importantes de nossas vidas estaremos passando uma falsa ideia sobre nossos hábitos às pessoas que no futuro se defrontarem com esses pedaços de papel impregnados de lembranças. A nossa comunicação hoje em dia acontece por e-mail e por redes sociais e, portanto, se desejamos conservar testemunhos autênticos de nossa história temos que descobrir uma maneira de conservar os e-mails e as mensagens postadas no Facebook e no Tweeter. Se você ficou preocupado com a sua biografia, talvez lhe sirva de consolo que a preservação da memória digital é um problema que vai além da experiência pessoal, é um desafio para os historiadores.

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